27 de janeiro de 2021
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Mandetta afirma que sistema Gisa não era prioridade

Tayná Biazus e Clayton Neves

O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), e ex-secretário de saúde de Campo Grande foi ouvido na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde que acontece na tarde de hoje.

Mandetta ficou no referido cargo de janeiro de 2005 a março de 2010. Durante a sua administração o Sistema Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde), orçado em quase R$ 10 milhões teve a execução de 5% a 8% do total do sistema. Sua implantação serviria para que consultas pudessem ser agendadas através de ligações telefônicas.

O atual deputado foi questionado sobre a prioridade da saúde da Capital na época em que era secretário, se era de extrema necessidade a implantação do sistema. De acordo com Mandetta não existia a necessidade, mas sim, outras prioridades deveriam ser adequadas na saúde da Capital, como a estrutura da Santa Casa, a estrutura da maternidade Cândido Mariano, a falta de medicamentos, dentre outros.

Foi decidido na época pela instalação do Gisa pois o sistema facilitaria aos pacientes no momento em que fossem marcar horário para ser atendidos. “Dos vários sistemas orçados, acreditava-se que este seria o melhor”, explicou Mandetta.

Caso o sistema tivesse funcionado ele seria o divisor de águas, devido a sua praticidade, na atenção a saúde do Estado e também do país, pois a base do sistema doi bem pensada e bem feita.

Em depoimentos anteriores, o diretor-presidente do Consórcio Telemídia e Technology International, Naim Alfredo Beydoun revelou que o sistema estaria implantado e que alguns ajustes finais estariam faltando, porém, a atual administração nega essa afirmação e garante que a rede da prefeitura não tem capacidade para suportar o software.