27 de setembro de 2020
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Mario Cesar admite que tendência de votação suspensa pela justiça era pela cassação de Bernal

O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), admitiu que a continuidade da sessão de julgamento em que os vereadores votariam o pedido de cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) resultaria na perda do mandato do chefe do executivo municipal.

“A tendência seria realmente pela cassação. Não posso dizer pelos meus colegas. Cada um tem o seu posicionamento. Até porque teria duas horas de defesa do Bernal. Poderia haver mudança no convencimento. Mas o encaminhamento era para possível cassação”, declarou.

Segundo o parlamentar, a Comissão Processante e a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote provaram a existência de irregularidades na atual administração e a população campo-grandense não suporta mais a situação de instabilidade que o município tem vivido.

“O que mais queremos não é o pré-julgamento. Queremos que ele pudesse mostrar para nós que estamos errados. Se eu estivesse no lugar dele e tivesse certeza de que não houve nenhuma fraude durante a minha administração, eu me exporia, colocaria as minhas considerações”, disse.

O vereador ainda criticou a atitude do prefeito de negociar secretarias em troca de apoio político como fez recentemente aceitando a indicação de Jean Saliba, feita pelo vereador Edson Shimabukuro (PTB), para assumir a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e de Dirceu Peterson, indicado por Paulo Pedra (PDT), para assumir a Emha (Agência Municipal de Habitação).

“Fico preocupado porque a fala dele (Bernal) é negociar. Negociar cargo e negociar espaço. Ele como gestor tinha que pensar em governar. Escolher partidários dando espaço para os partidos com indicações por meritocracia”, concluiu.

Diana Christie