23 de novembro de 2020
Campo Grande 35º 20º

Osvane Ramos considera proposta da reforma política vergonhosa e imoral

Tayná Biazus

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a realização de uma reforma política com o objetivo de reestruturar a vitalidade do Congresso. A reforma política proposta não agradou alguns deputados do Estado em certos pontos.

Atualmente, Lula defende o financiamento público de campanhas, o fortalecimento dos partidos, a fidelidade partidária, a diminuição do número de legendas e meios mais simples para a apresentação de projetos de iniciativa popular.

O deputado Osvane Ramos (PROS) não acredita nesta proposta. “É vergonhosa, é imoral, essa reforma não vai ao encontro dos anseios populares”, destaca Osvane.

Para o deputado uma das primeiras decisões a ser tomada é em relação a reeleição daqueles que já estão no poder. Ele defende o fim da reeleição para o cargo de presidente, porém, aposta em um mandato mais extenso, de cinco anos. Já os deputados, vereadores, senadores poderão ser reeleitos, contudo, apenas uma única vez. O parlamentar também é a favor do fim do financiamento privado. “O financiamento provado é uma das formas de corrupção. Deve haver um modelo coerente para que seja feita a reforma política”.

Ao contrário de Osvane, o deputado estadual Cabo Almi (PT) acredita que aqueles que integram o legislativo poderão se eleger no máximo três vezes e caso queiram continuar no ramo político, deverão concorrer a outro cargo. Almi defende que a reforma seja ampla que surta mudança no conteúdo eleitoral.

Os parlamentares são contra o voto no partido. “As pessoas não votam mais no partido e sim no candidato. Votar no partido é antepassado. Duvido também que haja uma reforma partidária”, completou Osvane.

Ambos os deputados são a favor da redução dos partidos, pois alguns partidos se apossam de outros e de seus projetos para se eleger.  Cada partido deve usar de seus projetos, cada partido tem seu plano ideológico e devem utilizar disso.

Cabo Almi e Osvane acreditam que aqueles que permanecem no poder por muito tempo, como é o caso de 70% dos parlamentares que estão no congresso, se acomodam não realizando mais projetos e não dando a oportunidade para novos que querem ver mudanças.