02 de agosto de 2021
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PT comemora ganho de novos aliados com desistência de Puccinelli de concorrer ao Senado

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Após o governador André Puccinelli (PMDB) decidir que irá encerrar seu mandato no governo do Estado, os petistas começam a comemorar o aumento de partidos que declararam interesse em apoiar a pré-campanha do senador Delcídio do Amaral (PT). No entanto, para evitar o tom de "já ganhou", membros do partido comentam a provável adesão de partidos como PR e PSB com cautela e preferem não contar vitória antes do tempo.

Para o deputado estadual Cabo Almi (PT), o anúncio de Puccinelli fortaleceu o Partido dos Trabalhadores, mas ainda há muito que fazer. “O PT agora precisa calçar as sandálias da humildade e construir grande arco com os partidos, principalmente os de centro-esquerda, para consolidar a pré-candidatura do Delcídio”, pontuou.

Segundo ele, o partido precisa priorizar as siglas que fazem parte da base da presidente Dilmar Rousseff (PT), com exceção apenas para o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), que seria contra a “vontade” da sociedade sul-mato-grossense.

O deputado federal Vander Loubet (PT) segue a mesma linha de raciocínio. “Eu acho que a decisão do André de não renunciar facilita mais para o Delcídio, mas isso não significa que temos que ficar de salto alto, recusando apoio. Temos que ampliar o máximo de partidos da base aliada da presidente Dilma e fazer uma coligação que represente aquilo que a sociedade está exigindo. Mostrar um programa de governo que municipalize e aponte para o desenvolvimento econômico”.

Apesar de reconhecer o peso de Puccinelli nas eleições, Vander credita que o governador decidiu se manter no comando do Estado baseado no “desgaste do modelo de gestão do PMDB”  da falta do “controle absoluto das coligações” já que alguns partidos como o PR e o PSB mostraram interesse na pré-candidatura petista antes mesmo do anúncio do governador.

Por outro lado, o deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT) minimiza o impacto da decisão de André nas alianças partidárias. “É o espirito de sobrevivência de alguns políticos, mas não só isso. Não é por causa do ‘eu fico’, os partidos estavam aguardando o governador se posicionar para decisão, mas não significa que esse foi o motivo. O PR tinha se manifestado antes, PTB, PROS, PSC, PV, PC do B. Dia 05 foi o dia D”.

Redação