07 de agosto de 2020
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Principais depoentes da CPI faltam à oitiva

Tayná Biazus e Clayton Neves

Acontece nesse momento as oitivas da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde que apura irregularidades nos repasses de verbas do SUS (Sistema Único de Saúde)para os hospitais do Estado de Mato Grosso do Sul.

Na oitiva de hoje seriam ouvidos o diretor-presidente do Consórcio Telemídia e Technology International, Naim Alfredo Beydoun e seu ex-sócio, Rui Thomas Aquino, porém, nenhum dos dois compareceu para dar os depoimentos.

De acordo com o presidente da CPI, o deputado estadual Amarildo Cruz (PT), Naim teria enviado um ofício avisando que teria compromissos em São Paulo e só voltaria no dia 23 de novembro. De acordo com o deputado, no ofício Naim disse já ter contribuído com a CPI.

 Os deputados presentes em tom irônico, afirmaram ser uma coincidência o retorno estar marcado para a data da última oitiva agendada.

Amarildo Cruz deixou claro a todos que sempre foi expresso àqueles que participam da CPI que os depoentes poderiam ser reconvocados.

“ Essa ausência é porque os depoentes sabem que o prazo está acabado. Eles acreditaram que não seriam mais chamados para depor. Solicito que a CPI seja prorrogada até o dia 21 de novembro para que ele seja notificado novamente e ouvido”, acrescentou o deputado Onevan de Matos (PSDB).

Foi deixado claro que a presença de Naim e Rui são indispensáveis para que alguns assuntos sejam esclarecidos por eles. Ao contrário de Naim, Rui não mandou ofício nem avisou que faltaria à oitiva. Apenas não compareceu para prestar seu depoimento.

Sistema Giza: O sistema Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde) foi orçado em aproximadamente R$ 10 milhões. Sua implantação serviria para que consultas pudessem ser agendadas através de ligações telefônicas. O sistema deveria ter sido concluído em um ano, porém, até o final do ano passado, pouco mais de 95% do sistema foi implantado. O Gisa possui 12 módulos, mas somente quatro estariam funcionando precariamente.

Em depoimentos anteriores, Naim revelou que o sistema estaria implantado e que alguns ajustes finais estariam faltando, porém, a atual administração nega essa afirmação e garante que a rede da prefeitura não tem capacidade para suportar o software.

Antes da oitiva começar nesta tarde, o presidente da CPI da Saúde afirmou que as conclusões estão praticamente fechadas, mas foram enviadas denúncias e documentos com acusações gravíssimas envolvendo o sistema. “Não podemos fechar a CPI sem investigar o sistema. O dinheiro aplicado era suficiente para aplicar na criação de um hospital ou na melhoria da estrutura da saúde... as denúncias levam a crer que existiram irregularidades desde a licitação, passando pela implantação, até o funcionamento do que tempos. Dependendo do que for decidido o relatório pode sugerir o reembolso aos cofres públicos da verba investida.

A CPI vai pedir que o MPE (Ministério Público Estadual) continue  com as investigações.