24 de outubro de 2020
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PSD pode apoiar Delcídio, mas Bernal é obstáculo

O PSD (Partido Social Democrático) define amanhã se acompanha o pré-candidato petista ao governo, senador Delcídio do Amaral, ou o peemedebista, Nelsinho Trad. A informação é do vereador Coringa (PSD). “Quinta vai ter uma reunião para definir quem a gente vai apoiar. Provavelmente vai ficar com o Delcídio porque em nível nacional o partido já está com o PT”, declarou.

De acordo com Coringa, a aliança estadual pode refletir diretamente na bancada municipal do partido. Se o partido seguir com o PT, ele pode passar para a base aliada do prefeito Alcides Bernal (PP), liderada pelo vereador Alex do PT. Quanto a possível resistência de alguns colegas mais oposicionistas, Coringa garantiu que o PSD ficará unido. “Eu e o Delei (Pinheiro) estamos mais independentes. Nesse caso tem que ser partido”.

Questionado sobre a reunião realizada na metade do ano passado onde o presidente estadual do partido, Antônio João Rodrigues, teria orientado o vereador a se afastar do prefeito, Coringa declarou que o presidente do diretório mudou a postura. “A partir daquela reunião, o Antônio João passou a respeitar a nossa opinião. O partido não tem dono, tem presidente. E eu também faço parte do diretório estadual e do municipal, participo do conselho fiscal”.

Por outro lado, Chiquinho Telles defende que Nelsinho Trad não teve tempo suficiente de pré-campanha e que nada está decido ainda. “O Delcídio está andando mais com o Nelsinho, mas não dá para comparar porque o Delcídio era candidato desde a eleição passada. Já andou o estado inteiro. É um forte nome, mas não está fechado. Ontem o Antônio João teve uma boa conversa com o Delcídio”.

Já quanto a deixar a oposição, Chiquinho Telles é mais resistente a compor a base do prefeito e ainda alfineta o companheiro de bancada. “O PSD vai andar do lado de quem é correto. O próprio Delcídio tem dia que apoia o Bernal, tem dia que não. E não precisa ser base para ser a favor de Campo Grande. Cada um é dono do seu mandato. Alguém de inteligência mediana já não concorda com esse governo”, cutucou.

Sobre as declarações feitas na segunda-feira, durante a cerimônia de reabertura dos trabalhos da Câmara, de que estaria arrependido de ter feito uma carta de repúdio ao Bernal, o vereador Chiquinho Telles explica que precisava ser educado na presença do chefe do executivo. “Falei que me arrependia como ser humano, não questionando a administração, mas aquele dia fiz carta de repúdio a pessoa dele”, explicou.

Diana Christie