22 de outubro de 2020
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PSDB mira Padilha e PT planeja contra-ofensiva

A disputa pelo Palácio dos Bandeirantes já vivencia um clima de guerra. De um lado, os tucanos planejam explorar ao máximo as denúncias que acabam de surgir contra o pré-candidato do PT no estado, Alexandre Padilha. De outro, caso a oposição insista na suspeita de envolvimento do ex-ministro com o doleiro Alberto Youssef, os petistas pretendem desgastar a imagem do governador Geraldo Alckmin (PSDB) com a investigação do cartel dos trens, que ocorreu durante governos tucanos. O PSDB já tem uma estratégia: pretende atuar em três frentes para atingir Padilha. O presidente do diretório paulista do partido, deputado Duarte Nogueira, apresentará requerimento para que o pré-candidato se esclareça sobre o caso na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, ação que será tomada em parceria com o DEM. Já o líder do PSDB na Casa, deputado Antônio Imbassahy (BA), irá ao Ministério Público Federal do Distrito Federal pedir investigação sobre a denúncia de que Padilha teria indicado seu ex-assessor para dirigir o Labogen, empresa de Youssef. Uma terceira vertente pretende solicitar ainda o histórico do executivo Marcus Cezar Ferreira de Moura, que segundo mensagem enviada pelo deputado André Vargas (sem partido-PR) e capturada pela Polícia Federal, foi indicado por Padilha ao laboratório que, segundo a PF, funciona como empresa laranja. O Labogen planejava arrecadar R$ 150 milhões em uma negociação com o ministério da Saúde para a produção de medicamentos, ainda de acordo com a investigação. Do outro lado, o PT avalia levar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a Brasília, a fim de esclarecer as denúncias do esquema de cartel dos trens paulistas, que ocorreu durante gestões do PSDB no estado. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse já estar atrás de assinaturas para criar uma CPI Mista sobre o tema. Segundo ele, o apoio dos deputados para a instalação da comissão parlamentar de inquérito já está garantido. Como avalia o colunista político Kennedy Alencar, a eleição paulista entrou na guerra das CPIs da Petrobras protagonizada por PT e PSDB em Brasília. "O tema não tem nada a ver com a Petrobras, mas surgiu durante a Operação Lava Jato", lembra ele. Se a oposição insistir em levar Padilha ao Congresso, "o governo federal não vai deixar barato", afirma o jornalista. "Quer criar uma CPI para investigar o cartel do metrô nos governos tucanos em São Paulo e também contratos de energia da Alstom com o governo paulista. Petistas já falam em convocar o governador tucano Geraldo Alckmin, que é candidato à reeleição em São Paulo", acrescenta. 247 Brasil