O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, divulgou no sábado (23.ago.25) uma resolução política em que denuncia tentativas de interferência do governo dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026.
O documento aponta que Donald Trump pretende usar redes sociais e inteligência artificial para atacar o projeto de desenvolvimento nacional liderado por Lula.
Segundo a legenda, a ofensiva da direita internacional e de seus aliados no Brasil não terá êxito. Para o PT, a estratégia busca impor fake news, teorias da conspiração e discursos de ódio contra avanços sociais e democráticos conquistados nos últimos anos.
O partido também acusa Trump de atacar a soberania do país com medidas econômicas e políticas. Entre elas estão tarifas impostas ao Brasil e sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes, por sua atuação em processos que envolvem Jair Bolsonaro (PL).
“O centro dessa ofensiva será a guerra híbrida, com manipulação digital e desinformação. Mas o povo brasileiro tem maturidade para enfrentar esse desafio”, afirma a resolução. O PT defende, ainda, a regulação das plataformas digitais para proteger a democracia.
A divulgação do documento ocorreu após a escolha da nova direção nacional do partido, que será comandado até 2029 pelo ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva. O dirigente afirmou que o PT seguirá ampliando sua base de alianças, reforçando a federação com PCdoB e PV e dialogando com lideranças de outros partidos.
Edinho também anunciou que a legenda prepara manifestações no 7 de Setembro, em todos os estados, como resposta às mobilizações bolsonaristas. A data coincide com o julgamento de Bolsonaro no STF, previsto para ocorrer de 2 a 12 de setembro.
“Estamos convocando o 7 de Setembro para ser um ato nacional em defesa da democracia, da soberania e do presidente Lula”, disse o dirigente.
Na nova composição, o PT terá cinco vice-presidentes: Jilmar Tatto (SP), Joaquim Soriano, José Guimarães (CE), Rubens Júnior (MA) e Washington Quaquá (RJ). Eden Valadares, da Bahia, assume a secretaria de comunicação, e Henrique Fontana (RS) continua como secretário-geral.
Com a troca de direção, o PT reforça sua estratégia para consolidar o projeto liderado por Lula. A legenda aposta no fortalecimento da democracia brasileira e na união contra ataques externos e internos que tentam barrar os avanços do país.











