14 de agosto de 2020
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PT não quer que caixa de adversários “engorde” na corrida presidencial

Alan Diógenes

Nos bastidores das principais campanhas o que se sabe é que dificilmente o empresariado brasileiro estará disposto a bancar com fartura três caixas para a corrida presidencial.

 O PT avalia que tem boas chances de minguar o caixa eleitoral de seus adversários, sobre a perspectiva de uma disputa entre o senador mineiro Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para ver quem se garante para embate com a presidente Dilma Rousseff.

Caso se forme um quadro de indefinição sobre quem ficará com o segundo lugar na disputa, o time de Dilma acredita que os empresários vão optar por doar primeiro para quem tiver a vaga garantida no segundo turno. Assim, eles podem adiar as doações aos demais candidatos.

O desafio do PT, entretanto, é evitar que alguns representantes do setor produtivo se deslumbrem com a ideia de uma novidade no Palácio do Planalto. Tanto Aécio quanto Eduardo Campos têm se reunido pessoalmente com alguns dos principais empresários do país, na esperança de engordar o caixa para a eleição do ano que vem. Os dois já tiveram, por exemplo, encontros com os principais líderes do setor financeiro.

De acordo com o PT se isso acontecer, quem entra é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É ele quem se encarrega da interlocução com o setor produtivo, com a ajuda de quadros do PT como o ex-ministro Antonio Palocci. Não é novidade que alguns empresários se incomodam com o “jeito Dilma de governar” e até mesmo com a maneira como ela fala se dirige a eles nas reuniões para discutir investimentos. Lula chegou a confidenciar a alguns aliados que recebe frequentemente telefonemas em que ouve reclamações sobre sua sucessora. Mas a máxima petista é que, na hora de abrir a carteira, o que vai valer é ter a caneta em mãos.