24 de novembro de 2020
Campo Grande 35º 21º

PT quer peso do planalto para neutralizar pulverização

A disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul só terá todos os seus protagonistas principais oficializados em maio ou junho do próximo ano. Por enuanto, a única certeza é a candidatura do senador petista Delcídio Amaral, que dá a largda como favorito indiscutível. No núcleo dos partidos considerados mais fortes para entrar nessa briga com chances de vitória, só o PMDB e o PSDB, a rigor, teriam competitividade, à exceção de uma por enquanto improvável “zebra”. A pulverização da campanha é, por enquanto, uma projeção que inquieta todo mundo, porque oferece vantagens e desvantagens de todos os lados.Os tucanos tateiam o cenário divididos: de um lado, no embalo do forte desejo do seu líder maior, o deputado federal Reinaldo Azambuja, de saltar da Câmara para o Senado; e de outro lado a “questão de honra” em aproveitar o crescimento da legenda depois do admirável desempenho na sucessão campograndense. Foi no embate pela Prefeitura da capital que Azambuja, mesmo ficando em terceiro lugar, tornou-se o responsável maior pela condução da disputa ao segundo turno, alcançando uma votação que o credencia a voos mais altos. Azambuja, apesar disso, calibra com paciência e friea os passos que pretende dar rumo ao seu futuro político. Sonha ser governador, sim. Mas quer cumprir etapas. Só por motivo de força maior, e num contexto amplamente favorável, trocaria de projeto agora. O alvo para o ano que vem é ganhar uma cadeira de senador. E depois, em 2016, quem sabe volte a disputar a Prefeitur de Campo Grande. Aí então estrá pronto para a sucessão estadual de 2018. No caso do PMDB, o governdor André Puccinelli termina o ano insistindo com a pré-candidatura do ex-prefeito Nelsinho Trad, mas não descarta a existência de planos “B” ou “C”. Cosntam desse leque de alternativas para confrontar o favoritismo do petista a troca dde candidaturas no partido (Nelsinho cderia seu lugar para a vice-governadora Simone Tebet) e, ainda, o estímulo ao lançamento de mais concorrentes, valendo-se, para tal, dos partidos de sua base de sustentação. Simone já disse em tom alto e para não deixar dúvidas que não deix de candidatar-se ao Senado para disputar o Governo. Pode ser que não. Mas é a versão feminina do “solddo do partido”. Ela segue à liderança de Puccinelli. Sabe-se lá até que ponto e talvez não esteja mesmo disposta ao que pode ser visto como um sacriício. Se Puccinelli cndidatar-se o Senado, aí ela teria, forçosamente, que abrir o espaço e, sem saída, optar entre uma cndidatura ao Governo, à Câmara Federal, à Assembleia Legislativa ou ao sereno. A última hipótese é remotíssima. Para que a disputa se pulverize e com isso impeça, segundo entendem alguns peemedebistas, a vitória de Delcídio já no primbeiro turno, será necessário convencer o PR, o PDT, o DEM e outras siglas d bse ndrezista a lançar candidatura própria. Os pedetistas até já se manifestaram a favor. O PTB idem. Mas aí vem a pergunta: para pulverizar de verdade, reduzir ao máximo o campo de colheita de sufrágios petistas, os agentes desse artifício precisrão ser muito bem abastecidos, financeira e estruturalmente. Não é algo que cheira bem, muito menos aconselhável num ano em que se encerra o segundo mandato de um governador que quer entrar na história polític do Estado com diferenciais únicos. Edson Moraes, especial para MS Notícias