16 de outubro de 2021
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Relatório do Gaeco aponta envolvimento de 13 vereadores em suposto esquema para cassar Bernal

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O relatório do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) entregue na sexa-feira (4) ao Procurador Geral de Justiça, Humberto de Matos Brittes, aponta envolvimento de 13 vereadores, um ex-vereador e seis empresários no suposto esquema para cassar mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (10) por emissora de televisão da Capital.

Segundo documento, que contém aproximadamente 200 páginas, entre os supostos responsáveis por organizar esquema, além de Gilmar Olarte, então vice-prefeito, estão empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco Construções Ltda, Carlos Naegele, João Roberto Baird, dono da Itel Informática e Fábio Portela. Raimundo Nonato e Luiz Pedro Guimarães, que apresentaram denúncia na Câmara contra Bernal que gerou Comissão Processante, também foram apontados como supostos articuladores do esquema.

Entre vereadores, apontados pelo Gaeco como possíveis responsáveis pela associação criminosa estão Mario Cesar (PMDB), na época presidente da Câmara, Flávio César (PTdoB) que exerceu mandato de presidente por pouco mais de três meses após afastamento de Mario por determinação da Justiça, e vereador do DEM, Airton Saraiva.

Ainda de acordo com relatório, os vereadores Paulo Siufi, Edil Albuquerque, ambos do PMDB, Jamal Salém (PR), Gilmar da Cruz (PRB), Edson Shimabukuro (PTB), Eduardo Romero (Rede), Chocolate (PP), Carlão (PSB), Otávio Trad (PTdoB) e atual presidente do Legislativo, João Rocha (PSDB) são apontados por suposto envolvimento em corrupção passiva por aceitar cargos e vantagens da administração de Gilmar Olarte, que assumiu Prefeitura de Campo Grande após cassação de Bernal. O ex-vereador Alceu Bueno também é apontado pelo Gaeco por corrupção passiva. 

O ex-governador André Puccinelli e ex-prefeito da Capital Nelsinho Trad (PTB) também são apontados pelo Gaeco por suposto envolvimento no esquema. Cabe agora ao Procurador Geral de Justiça apresentar ou não denúncia. Porém, como o Procurador está de férias, a decisão dele deve ser conhecida apenas em 2016.