04 de agosto de 2021
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Depois de ir ao Gaeco denunciar "golpe político", Bernal se reúne com presidente da Câmara

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Depois ir ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e à Polícia Federal para denunciar suposto golpe político contra si, o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) se reúne na manhã desta terça-feira (1) com novo presidente da Câmara, pivô da crise com Bernal, vereador João Rocha (PSDB).

“Bernal foi convidado oficialmente por Rocha na tarde desta segunda-feira (1) para reunião após prefeito ter dito à imprensa em agenda pública na manhã a eleição do tucano como presidente da Câmara seria parte de “golpe político” para retirá-lo da Prefeitura. Bernal mostrou uma foto em que celular com seguinte mensagem: “Concluída eleição? Bernal roda e Rocha assume?”. O prefeito afirmou na ocasião que mensagem era sinal do que ele cosidera golpe e no período da tarde foi ao Gaeco e à PF para denunciar caso. "Fui ao MP, protocolei a denúncia e vamos aguardar para que a Justiça apure essa situação". Bernal negou que tenha ido à Polícia Federal, mas um de seus assessores, Valmir Messias de Moura Fé confirmou, via publicação no Facebook, na página do site MS Notícias, a informação. 

O prefeito mais uma vez entra em choque com chefe do Legislativo e crise política já se reflete no andamento da administração, uma vez que toda pauta da Câmara está travada por determinação do presidente em exercício na época, Flávio César (PTdoB), e projetos importantes para Executivo como PPA (Plano Plurianual) que devem ser votados ainda em 2015 estão travados. A pauta foi travada para pressionar Bernal a pagar valor devido aos comissionados da gestão de Gilmar Olarte exonerados pelo progressista após seu retorno à Prefeitura em 27 de agosto deste ano.

Bernal confirma pagamento do 13º dos servidores

O prefeito reforçou ainda que irá pagar o 13º dos servidores municipais, porém, não confirmou como valor será pago. Anteriormente, Bernal havia dito que pagaria em três parcelas, e uma delas poderia ser em janeiro de 2016. “Não vamos deixar ninguém sem seu dinheiro porque o trabalhador não merece e também ajudamos a aquecer a economia. Não existe a possibilidade de não pagar".