24 de outubro de 2020
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Renúncia de Murilo, vitória de João Grandão e entrada de Parizotto em 2104 dão o tom da disputa em 2

O eleitor é um sujeito muito apressado mal começou a disputa pelo Governo do Estado e pela Presidência da República e já quer fazer exercício da futurologia para saber quem será o próximo prefeito de Dourados a ser eleito em 2016. Parece estranho, mas é assim que acontece. Em cada canto, em cada esquina, em cada conversa a pergunta é a mesma: Quem vai suceder Murilo na prefeitura de Dourados?

A renúncia de Murilo (PSB), vitória de João Grandão (PT) e entrada de Parizotto (PDT) em 2014 darão o tom da disputa em 2016. Isso mesmo. O prefeito Murilo Zauith deverá renunciar a Prefeitura para concorrer ao Governo do Estado ou ao Senado. Pelo menos este é o aceno que o prefeito está dando nas últimas semanas. Murilo vê que se continuar na Prefeitura não verá continuidade na sua carreira política pelo menos para quem sonha em chegar ao Senado.

E o que a vitória de João Grandão tem a ver com a escolha do novo prefeito de Dourados? Depois da nave de Grandão se despedaçar ao ser atingida pelas ambulâncias sanguinolentas, os petista viram desmanchar como nuvem a carreira de um “cara” com estrela na testa e que foi punido com a não reeleição e com o fim do sonho de ser prefeito de Dourados em 2008, quando Artuzi ascendeu ao “aviário” da Coronel Ponciano.

E o empresário Adão Parizotto o que tem a ver com tudo isso? É um profissional realizado, de sucesso. Um benemérito que acaba de doar um grande terreno para a construção do Hospital Regional da Grande Dourados e que por isso foi homenageado na Câmara Municipal. Agora Adão, pretende um novo paraíso: a política. Filiou-se ao PDT do Takimoto, do Dagoberto e do Schmidt e já se colocou como pré-candidato a deputado federal. Sabe que não tem chance de se eleger, mas sonha com a Prefeitura em 2016. É aposta da cúpula do PDT para a Prefeitura douradense.

Murilo renunciando para disputar o Governo ou o Senado a Prefeitura de Dourados fica nas mãos do contador Odilon Azambuja do PMDB que ao que tudo indica ficará sem o Parque dos Poderes. Azambuja não terá forças suficientes para se reeleger. E Murilo depende das vitórias de José Carlos Barbosa para encetar novos projetos, incluindo ai a Prefeitura de Dourados.

João Grandão sendo eleito deputado estadual passa a ser o nome mais forte do PT para a disputa local, contando com o apoio do virtual governador Delcídio do Amaral. Mesmo com a reeleição de Tetila, Grandão será o “nome” dos “trabalhadores”.

Dentro deste quadro Grandão, Parizotto e ao próprio José Carlos Barbosa, transformam-se no trio para disputar a Prefeitura ou até mesmo um “triunvirato” para concorrer contra o ungido por Marçal Filho, podendo ser a esposa-radialista Keliana Fernandes ou, finalmente, para enfrentar a muralha de Geraldo Resende que desde o seu primeiro mandato de vereador, ousa sonhar em ser prefeito da segunda maior cidade do Estado.

Heloísa Lazarini