05 de agosto de 2021
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Revoltado, Pedro Kemp relembra manifestações pedindo retorno da Ditadura Militar Brasileira

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O deputado estadual Pedro Kemp (PT) fez questão de fazer o uso da palavra na manhã de hoje na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), para ressaltar o marco que o dia 31 de março deixou na história do país, com o Regime ou Ditadura Militar Brasileira, que teve início no dia 1 de abril de 1964 e terminou no dia 31 de março de 1985. Revoltado com a atitude de alguns brasileiros, que nos últimos dias realizaram protestos pedindo a volta da Ditadura, Kemp afirma que as pessoas que promoveram essas manifestações  possuem um pensamento equivocado.

Garantindo respeitar a opinião das pessoas que se dizem a favor da Ditadura, o deputado comemora o comparecimento de poucas pessoas nos manifestos. “Graças a Deus em Campo Grande tivemos no máximo 20 pessoas participando dessas manifestações e pelo Brasil, nove, dez, 15 pessoas no máximo participaram. A população tem que ter consciência de que vivemos um período de assassinatos, perseguições e de desaparecimentos nessa época. Alguém que se diz a favor do militarismo é porque não perdeu um parente assassinado na época da Ditadura, é porque não faz parte de famílias que até hoje não sabem o paradeiro de pessoas que foram brutalmente assassinadas no regime militar”.

Com intuito de explicar o sentimento da população que chegou a cogitar um possível retorno do militarismo no Brasil, o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) destacou que a população vive como refém de bandidos e clama por atitudes para viver melhor. “A sociedade não quer Ditadura Miliar, a sociedade quer deixar de ser refém da bandidagem, a polícia sofre discriminação quando executa um bandido, os direitos humanos estão a favor desses bandidos. O que as famílias querem é mais segurança, porque hoje você manda um filho para a escola, mas não tem certeza se ele retorna vivo ou morto para casa. Também sou contra a Ditadura Militar, mas precisamos ter mais democracia no Brasil”.

Ao falar de democracia, Kemp afirma que é melhor ter uma democracia ruim do que viver novamente a Ditadura Militar. “Eu  prefiro ter uma democracia ruim do que viver a Ditadura Militar novamente. As pessoas tem que fazer uma reflexão no dia 31 de março e enterrar de vez esse triste capítulo da nossa história e se dedicar para oferecer melhorias ao nosso país, combatendo cada vez mais a violência”, finaliza o deputado.

Dany Nascimento