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quarta, 22 de janeiro de 2020

BASTIDORES

''Se demitir Moro, seu governo acaba'', diz Heleno para Bolsonaro

Bolsonaro quis despedir ministro para proteger o filho das investigações no caso Coaf

Por: TERO QUEIROZ14/01/2020 às 08:25
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O ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro e BolsonaroO ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro e BolsonaroFoto: Reprodução-Web

O livro da jornalista Thais Oyama que chega às livrarias na sexta-feira (17), data cuja singularidade expressa às vontades da escritora que relata os bastidores do primeiro ano do governo Jair Bolsonaro (sem-partido).

Entre os detalhes está à informação que, em dado momento, o presidente decidiu demitir o ministro Sergio Moro. Foi quando Moro se dirigiu ao STF para pedir que a Corte não paralisasse o uso do Coaf nas investigações de corrupção, o que prejudicaria o senador Flávio Bolsonaro. Preocupado com o filho, Bolsonaro se irritou. Na ocasião, o ministro Augusto Heleno o orientou — “Se demitir Moro, seu governo acaba.” É o jornalista Guilherme Amado que conseguiu em primeira mão cópia do texto.

‘O fujão’, como ficou conhecido o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que ganhou esse fama em dezembro de 2018, quando, orientado por Jair Bolsonaro, faltou o depoimento ao Ministério Público, de acordo com fontes de dentro do Planalto, na ocasião ele isentaria a família presidencial da de relação com o imbróglio dos laranjais, ordem repassada a ele pelo ex-chefe, o ‘Zero Um’.

A escritora Oyama revela em seu livro, que o filho Zero Dois tentou colocar seu primo e amigo Léo Índio como assessor no Planalto. O então ministro Alberto dos Santos Cruz se recusou, afirmando que Índio não tinha as qualificações necessárias. Começava ali a queda do general, demitido do governo. Carlos, ela conta, toma remédios de estabilização de humor, o que mantém seu pai em permanente alerta, preocupado. A pré-venda, na Amazon, disparou.

Bolsonaro entrou no cenário político e se acostumou com o jogo ainda muito novo, após 20 anos vivendo de política, ele conseguiu chegar a presidência, incrivelmente, desfez toda a sua histórica vida de parlamentar e conseguiu vender a imagem de ‘Salvador da Pátria’.

Acontece que uma das suas medidas no governo, quando aprovou aos colegas o Juiz de Garantias, que custará ao país a cifra de R$ 1,16 bilhão por ano, o eleva o status de traidor do povo. O movimento crescente nas redes sociais revela uma grande parte da população se sentindo enganada, enquanto outros assistem apavorada a concretização de seus ‘avisos’.

Moro aparece como última esperança do povo da direita brasileira. Ele massacra Bolsonaro em pesquisas e é o único candidato que vence Bolsonaro com facilidade nas urnas. Além de que, Moro viabilizaria a Justiça contra os filhos Flávio e Eduardo, que seguem blindados pelo pai em casos de corrupção.   

Para o ministro da Justiça, a medida sancionada no pacote anticrime pelo presidente tem muitas questões indefinidas. Vale-se apenas para primeira instância, por exemplo, ou ainda se será ou não aplicado às investigações e ações penais em andamento. O ministro afirmou que deseja ajudar o Congresso a reverter decisão do Supremo sobre a condenação em segunda instância, uma de suas principais bandeiras.

 

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