13 de maio de 2021
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Assembleia Legislativa

Sucessão na AL passa por consenso estratégico para o Estado

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A composição da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa vai obedecer a um critério mais determinante que em outras legislaturas. Desta vez, além dos ingredientes naturais e corriqueiros, dois temas devem dominar o processo: a governabilidade local e o cenário a ser construído com o que sobrou de saldos da disputa eleitoral recente. Quem ganhou e quem perdeu ontem poderá ficar hoje ou amanhã em situações invertidas – por isso, o jogo se complica e exige acuidade, experiência e tirocínio de quem se dispõe a entrar na disputa.

Os 24 votos da AL não estão concentrados num único parlamentar. Há disputas por preferências fracionadas. E é nesse capítulo que surge o questionamento sobre qual a música que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) vai tocar para não interferir e assistir apenas “de longe” o desenrolar da dança parlamentar. Com certeza, não é uma singela valsinha, apesar do sil?ncio. Nos bastidores, o ritmo é alucinante, mais acelerado que um chamamé correntino.

Com ou sem lógica usual, o jogo político neste tipo de embate tem etapas específicas. Cada uma delas com seus próprios ingredientes. Geralmente, há arranjos consensuais que duram até à véspera da eleição. Porque são feito para isso mesmo ou porque não há consistência na solução.

Teoricamente, cabe ao PSDB a hegemonia na indicação e na unção do favoritismo. É a maior bancada, com cinco deputados, e tem como patrono o seu principal correligionário, o governador.

Paulo Corrêa, Onevan de Matos, Felipe Orro, Rinaldo Modesto e Marçal Filho. Diante de todos os predicados exigíveis para cacifar um candidato desse bloco para trazer apoio de outras siglas, há itens fundamentais e indispensáveis. Um deles é trânsito desembaraçado e capacidade de inserção afetiva com os interlocutores. Junte a isso predicados como experiência, resiliência, habilidade, espírito pacificador e o inevitável jogo de cintura. E, para completar, a pedra de toque: sintonia estreita com o chefe do Exectivo.

A música que se deve tocar num Estado que enfrentou e venceu terrível crise financeira, mas está de novo diante dela e agora em situação mais delicada, não é a valsa ou o chamamé. É a da capacidade de articulação, de convivência ente os poderes. Para erguer uma das demandas pontuais do quebra-cabeças econômico que desafiará o próximo exercício político-administrativo a partir de 2019, a Assembleia Legislativa e o Executivo pecisarão dar respostas para o clamor generalizado pela geração de empregos. A economia precisa se vitaminar ainda mais e atrair investimentos. Para isso, o escopo jurídico-institucional do estado precisará estar afinado com a realidade de seu tempo ou à frente dele.

Todos os cinco parlamentares tucanos já demonstraram afinidade com esta pauta complexa, porém imperiosa, tendo em vista a necessidade humana por melhores condiões de vida, objetivo que exige a afirmação de direitos como os do emprego, da moradia, da educação, da saúde e da segurança. E com isso a infraestrutura para garantir asfalto, estrada, saneamento, água e investimentos que abram vagas de trabalho. Executivo e Legislativo, portanto, precisam caminhar de maneira articulada, sem prejuízo da autonomia de cada poder, mas direcionando suas ações para o bem-estar da população e os interesses do estado.

Corrêa, Matos, Orro, Modesto e Marçal assinam iniciativas importantes na defesa do progresso econômico e social e foco na geração de empregos em seus históricos na vida publica. Cada um tem seus méritos e qualifica-se para a disputa de uma cadeira que será a base condutora de uma missão em parceria. Portanto, é este o cenário para habilitar quem mais se identificou com os programas, ações, iniciativas e corporações envolvidas na busca da evolução econômica e social do Estado por meio da retomada do desenvolvimento com foco na abertura de novos postos de trabalho.

Legislar e executar, nesse caso, são atribuições que definem ritos específicos em seus aspectos técnicos e institucionais. Entretanto, passam pela maturidade e pela qualidade do ohar sensível da política, no qual a experiência e a identificação de seus agentes fazem a diferença.