08 de junho de 2026
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Terrenos ociosos da Malha Oeste vão virar moradias do Minha Casa Minha Vida

Com as articulações do deputado Vander Loubet, a ideia foi reforçada após aprovação do novo processo licitatório para retomada da ferrovia

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O governo federal estrutura um novo destino para os antigos domínios da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) em Mato Grosso do Sul.

A meta central é transformar as áreas ociosas da extinta malha Noroeste do Brasil em equipamentos de utilidade pública.

O projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê a construção de unidades do Minha Casa Minha Vida, além de escolas e parques.

O avanço das tratativas regionais conta com a articulação política do deputado federal Vander Loubet (PT).

A viabilidade da proposta ganhou força após a aprovação da relicitação da Malha Oeste pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O destravamento era necessário, visto que o atual prazo de concessão da ferrovia expira no próximo dia 30.

Desde 2007, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) administra cerca de 70 imóveis ferroviários sem uso no estado.

Em outra frente, o Iphan já iniciou levantamentos técnicos voltados ao resgate do acervo histórico da linha férrea.

Para o superintendente regional da SPU, Robson Lubas Arguelho, a requalificação urbana dos terrenos trará impacto direto aos municípios.

"Programas de inclusão social com casa, escola, creche, espaço de lazer, tudo isto é cidadania. A própria rede ferroviária é elemento de cidadania, por isto acreditamos nesta proposta", afirmou Arguelho.

Estudos preliminares de viabilidade já mapeiam áreas em Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Sidrolândia, Aquidauana, Maracaju e Miranda.

Ações imediatas de regularização fundiária começaram a ser executadas pelo órgão federal.

Em Miranda, um acordo de cooperação técnica abrangerá a situação de dezenas de imóveis já construídos.

Sidrolândia, por sua vez, desenvolve um projeto próprio para a urbanização de seus espaços ferroviários.

Enquanto isso, municípios como Aquidauana e Três Lagoas aguardam os trâmites para a devolução formal das áreas.

Segundo a SPU, os últimos entraves burocráticos deixados pela inventariança da antiga RFFSA estão sendo superados.