03 de agosto de 2020
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Tetila defende ministro da Justiça e provoca debates na Assembleia Legislativa

A fala do deputado estadual Laerte Tetila (PT), durante a sessão de hoje da Assembleia Legislativa gerou polêmica e diversas discussões. Após o tema conflitos indígenas ser levantado em pauta através da fala do deputado Estadual Paulo Corrêa (PR), Tetila usou a palavra e saiu em defesa do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

“Entendo que os dois lados estão sendo prejudicados, porém, o governo tem trabalhado para solucionar o problema entre índios e produtores, a demora que existe é porque tudo deve seguir os tramites legais regidos pelo mais absoluto rigor jurídico, queremos acelerar, mas precisamos entender que as vezes o ministro fica encurralado, como se estivesse em uma rio cheio de piranhas precisando atravessar. Não é algo fácil e simples quanto se pensa”, disse o deputado.

Diante da afirmação que por alguns instantes alterou os ânimos de parte dos deputados presentes, o deputado estadual Felipe Orro (PDT) fez o uso da palavra e expôs seu parecer. “Esse é um problema que urge em nosso Estado e é decorrente de um erro do poder público, então nada mais justo que o próprio solucionar, não entendo o porquê de tanta demora, precisamos de uma providência emergencial do governo federal”, afirma.

Orro enfatizou que para resolver o problema em Mato Grosso do Sul não seria necessário a aplicação de grande quantidade de recursos e aponta ainda o que para ele seria uma das possíveis soluções. “Hoje 15% da receita bruta é repassada para cobrir dividas do Estado com a União, se esse valor fosse reduzido para cerca de 9% nós poderíamos investir essa verba para a compra de terras e ao longo do prazo resolver o problema”, conclui.

Assim como Felipe Orro, o deputado Paulo Corrêa (PR) reafirmou a demora por parte do governo federal em procurar uma solução para os conflitos. “É simples, o governo não manda logo o dinheiro para o fundo estadual e também não autoriza a compra de terras, ao invés de solucionar o problema eles estão criando mais. Não entendo parece que eles querem namorar mais não querem pegar na mão”, completa.

Clayton Neves