04 de agosto de 2020
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Thaís Helena afirma regularidade nos contratos com Salut e Jagás

A secretária da SAS (Secretaria da Assistência Social), Thaís Helena, participou da oitiva da comissão processante nesta tarde. Segundo a secretária ela não conhece as datas dos contratos, pois os mesmos são feitos pela Cecom (Central de Compras) e não pela SAS.

A secretária explicou que a SAS atualmente atende 96 centros de apoio a crianças e adolescentes e parte dos jovens fazem a refeição do café da manhã no local. Devido ao atendimento a esses centros a necessidade de alimento e gás era grande e por isso foi solicitado à assessoria jurídica e técnica o pedido dos mantimentos e do gás. “Nós solicitamos a assessoria um pedido de mantimentos e o acordo não foi aceito. A SAS entrou com um convite para receber mantimentos e gás, mas como a lei não permite esse recurso exorbitaram de receber os mantimentos de maneira emergencial”, confirma Thaís.

O relator da comissão processante Flávio César (PT do B), interrompeu a secretária e questionou como ela teria ficado sabendo que a Jagás teria sido a escolhida para fazer o pregão emergencial . “ Eu tive o conhecimento através do Diogrande no dia 14 de março, e no dia 18 eu fiz a justificativa do motivo que era necessário o pregão dos alimentos e do gás”.

Thaís explica que quem cuidou do pedido dos mantimentos foi a Cecom e a PGM (Procuradoria Geral do Município), e por esse motivo não sabe qual o trâmite utilizado. Também completou dizendo que não teve contato com a empresa Salut nem Jagás, pois os produtos foram entregues diretamente nas unidades e quem os recebia eram as próprias diretoras. A SAS teria cuidado apenas da execução do contrato.

Thaís foi interrogada se as análises dos alimentos eram feitos após a entrega, de acordo com ela, existe uma comissão que analisa os produtos. A Salut foi a escolhida entre cinco empresas, pois apresentava os melhores preços e gerou a economia de R$ 993 mil  para os cofres.

Sobre a questão da carne entregue aos Ceinfs (Centro de Educação Infantil) que estaria imprópria para o consumo, a secretária afirma que apenas um pacote de arroz e alguns de carne com gordura foram verificados pelas diretoras, sendo que esses foram devolvidos a Salut e substituídos. Neste momento Flávio interrompeu Thaís dizendo que o representante da empresa falou que  SAS não teria entrado em contato para ser feita a substituição. “ Eu estou afirmando que foram feitas as substituições e tem os documentos que provam isso”.

Ainda de acordo com a secretária, os contratos com as empresas tiveram as cláusulas cumpridas.

Thaís foi interrompida novamente por Flávio César no momento em que relembrou o fato de 2009, na administração passado, quando crianças foram intoxicadas por alimentos impróprios. O relator disse para ela se ater aos fatos atuais e não comentar o acontecido.

Tayná Biazus e Alan Diógenes