08 de agosto de 2020
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Trabalhadores da Homex estão passando fome, afirma líder sindical

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Homex ouviu hoje o depoimento de Eliseu Pacheco, representante do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Industria da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande), que discorreu sobre a falta de pagamento dos funcionários que prestaram serviços nas obras da empresa mexicana.

De acordo com Eliseu, a Homex empregava cerca de 800 pessoas, fora os serviços terceirizados, e começou a atrasar os pagamentos em março deste ano. Os funcionários ficaram três meses sem receber e não receberam a multa de 40% sobre a rescisão de seus contratos. Além disso, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) foi depositado apenas com o valor equivalente até o mês de outubro de 2012.

O líder sindical conta que existem hoje quase 200 ações trabalhistas na Justiça contra a Homex. Segundo ele, o sindicato tentou em entrar em contato com a empresa por diversas vezes, mas sem sucesso. Recebiam apenas a resposta que o problema seria solucionado em breve.

Eliseu diz ainda que muitos trabalhadores passam por dificuldades depois que foram demitidos, e em alguns casos, o sindicato precisou intervir enviando cestas básicas para ajudar essas famílias. “Alguns estão com a água e a luz cortada”, lembrou.

O vereador Otavio Trad (PT do B) declarou que a empresa deixou um rasto de tragédia em Campo Grande. “Este fato dá a entender que a Homex veio para a cidade somente para enriquecer e deixou a herança maldita”, acusou.

Diana Christie e Clayton Neves