04 de agosto de 2020
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Vereadores da Capital divergem sobre sede da Câmara

O anúncio do secretário municipal de governo e relações institucionais, Pedro Chaves, de que o prefeito Alcides Bernal encontrará uma nova sede para a Câmara Municipal somente em maio de 2014, causou divergência entre os vereadores que decidiram deixar o problema para ser resolvido pela mesa diretora da Casa de Leis. Os parlamentares têm até março de 2014 para desocupar o atual prédio, pois a empresa Haddad Engenheiros, dona do local, cobra cerca de R$ 11 milhões em alugueis atrasados.

Para Luiza Ribeiro (PPS), os vereadores precisam esperar o tempo que o prefeito achar necessário, afinal foi um problema causado por eles mesmos. “Esse é um problema da mesa diretora da Casa. Eles que não fizeram o controle do orçamento. Não pagaram o aluguel, agora tem que esperar”, argumentou. A vereadora ainda afirmou, em tom de ironia, que o clima está favorável para negociação, afinal o relacionamento entre legislativo e executivo “está ótimo”.

Paulo Siufi rebateu dizendo que sempre faltou diálogo entre as partes e que a situação piorou desde a abertura de uma comissão processante para investigar possíveis irregularidades na administração do prefeito. Segundo ele, essa era a oportunidade perfeita para o chefe do executivo demonstrar boa vontade em dialogar. “Fica difícil falar de uma coisa que já era pra ter sido resolvida. A justiça não deu esse tempo todo que ele quer. Eu acredito que essa conversa não pode mais ser protelada”, lembrou.

Já o vereador João Rocha (PSDB) preferiu lavar as mãos quanto ao tema. “É um entendimento entre a mesa diretora, representada pelo nosso presidente, vereador Mário César (PMDB), e o prefeito. É função da mesa diretora solucionar problemas dessa natureza. É uma questão de gestão. Penso que o Mário está negociando. Temos que solucionar esse problema antes que o prazo dado pela justiça se esgote. A não ser que o prefeito consiga dilatar esses prazos", explicou.

Chiquinho Telles foi o único a sugerir uma solução alternativa. “Acho que pra tudo se dá um jeito. Os vereadores podem montar os seus gabinetes e ir trabalhando internamente. Encontramos um lugar para se reunir. Se o Bernal não tem condições de resolver, não tem problema. De qualquer forma o trabalho acontece”, garantiu. O vereador declarou ainda que nem esperava que o chefe do executivo fosse resolver a questão da sede da Casa de Leis e alfinetou o secretário de governo: “o São Pedro prometeu que resolveria em sete dias. Estamos nas mãos de pessoas que não tem compromisso”, finalizou.

Diana Christie