08 de agosto de 2020
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Vereadores divergem em relação a afastamento de Bernal

Após a comissão processante, que investiga possíveis irregularidades na atual administração municipal, adiar por tempo indeterminado a decisão sobre o afastamento do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), as divergências entre os vereadores só aumentaram.

Para o vereador Alex do PT, o chefe do executivo já apresentou a sua defesa e não há, dentro da lei, nenhum motivo para o afastamento. “As denúncias investigadas pela comissão processante são apenas de irregularidades cometidas. Neste caso, quem deve atuar é o TCE (Tribunal de Contas Estadual)que pode anular os contratos e aplicar multas ao invés de tomar uma atitude tão radical e pedir a cassação”, defendeu. Segundo o parlamentar, as irregularidades são passíveis de, no máximo, um “puxão de orelha”.

Já o vereador Chiquinho Telles (PSD) acredita que a comissão pediu mais tempo para analisar o afastamento, pois a situação é delicada. “O Tribunal de Contas já atestou que houve irregularidades desde a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote e isso se arrastou até a comissão processante. Em nenhum momento os parlamentares fizeram politicagem”, declarou.

Telles aproveita ainda para alfinetar o prefeito que realizou um culto evangélico dentro da Câmara Municipal na última sexta-feira. “Prefeito tem que orar mesmo. O prefeito esteve aqui e exorcizou todas as mesas dizendo que a Casa está carregada. Tem um dizer na bíblia que fala assim: ‘faça por si próprio e Eu te ajudarei’. Mas o prefeito Alcides Bernal não fez nada então não tem como Deus o ajudar. Deus é misericordioso, mas os seus servos precisam trabalhar”, finalizou.

Diana Christie e Alan Diógenes