28 de setembro de 2020
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Vereadores ficam insatisfeitos com veto de Gilmar Olarte em projeto

Após os vetos do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), aos projetos apresentados pela Câmara de Vereadores, alguns parlamentares não concordaram com a atitude de Olarte, que ao vetar os projetos, não conversou com nenhum vereador sobre a situação. Os vetos foram publicados ontem no  Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), referentes à Secretaria de Assuntos Comunitários e ao atendimento em tempo razoável em cartórios da Capital.

Para o vereador Chiquinho Telles (PSD), a atitude do prefeito foi de “imbecilidade”, que partiu de alguém que não conhece o movimento. Para Chiquinho a comunidade sai prejudicada, pois a demanda em bairros da Capital são muito grandes, como poda de árvores, cascalhamento, corte de grama em praças, dentre outras, que acabam sobrecarregando uma secretaria.

O prefeito prometeu ao vereador que a secretaria iria ser criada, porém, não cumpriu. “Ele prometeu a secretaria, não é obrigação você prometer algo, mas se o faz, que se sumpra”. Chiquinho ficou surpreso ao saber do veto e foi pego de surpresa na manhã de hoje. “É uma falta de respeito com o vereador”, desabafou.

Já o vereador Carlão (PSB), também foi contra a atitude do prefeito, e a caracterizou como infeliz. Para Carlão, assim como Chiquinho, o prefeito deveria ter conversado com os vereadores. “Isso é sinal que ele é meio autoritário, a forma que ele vetou não foi correta”. Para o vereador, a secretaria visa um atendimento que aproxima o executivo e o legislativo da comunidade.

Além disso, o parlamentar lembrou da Secretaria de Assuntos Fundiários, criada pelo ex-prefeito Lúdio Martins Coelho, que trabalhava de forma parecida com que a Secretaria de Assuntos Comunitários iria agir, com o atendimento ao povo.

Em relação ao veto que diz respeito ao atendimento em cartórios, o vereador e ex-cartorário, Paulo Pedra (PDT), acredita que esse veto foi feito de maneira correta, visto que os serviços realizados em cartórios podem ser feitos de maneira rápida ou não, dando como exemplo o reconhecimento de firma e a confecção de uma escritura. “A maneira foi correta, dependendo do serviço o tempo é razoável ou não para realizá-lo”, lembrou.

Tayná Biazus