25 de janeiro de 2021
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Vice de Delcídio deve ser indicado por PDT, PR ou PSB

O PT (Partido dos Trabalhadores) pode contar com pelo menos mais dois partidos em sua lista de aliados. Segundo o deputado federal Vander Loubet, PR (Partido da República) e PSB (Partido Socialista Brasileiro), praticamente, já confirmaram participação na chapa do pré-candidato petista ao governo do Estado, senador Delcídio do Amaral.

Segundo o deputado as conversas estão mais avançadas do que nunca e os partidos estão prestes a formalizar a coligação. Vander explica que PR, PSB e PDT, que foi o primeiro a manifestar publicamente apoio a Delcídio, serão os responsáveis pela indicação do vice. "O vice deve ser um nome consensual entre os três partidos. Alguém que tenha um bom trânsito entre todos os partidos aliados em especial entre PR, PDT e PSB", explica o deputado.

Até o momento, apenas o PR apresentou nomes para ocupar a vice-governança na chapa petista. O presidente regional do partido, deputado estadual Londres Machado e a vereadora Grazielle Machado são as opções republicanas que têm dividido a opinião dos petistas. Enquanto algumas correntes do Partido dos Trabalhadores defendem o nome de Londres, uma boa parte do PT acredita que ter Grazielle como vice seria uma boa aposta. Em especial por ela ser jovem e mulher. A vereadora Thais Helena chegou a declarar publicamente seu apoio à republicana.

Já o PDT e o PSB ainda não apresentaram nomes, ao menos oficialmente. O presidente regional do PSB no Estado, prefeito de Dourados Murilo Zauith, de fato, conversou, há cerca de duas semanas, com o senador Delcídio, que lhe ofertou a indicação do vice em troca do apoio da sigla no Estado, mas Murilo ainda não indicou nenhum nome assim como o PDT, presidido por João Leite Schimidt, que por sinal, se mostrou surpreso ao saber das afirmações do deputado Vander Loubet e garantiu que indicar o vice, embora seja um desejo do PDT, em nenhum momento foi colocado como condição pelo partido.

"Nós quando sinalizamos apoio ao Delcídio conversamos com ele sobre a Carta de campo Grande elaborada pelo PDT que possui treze pontos que nós gostaríamos que fizessem parte do programa de governo. Claro que conversamos também sobre participação na majoritária, quem não gostaria disso, mas isso não foi condição", explica. Ao contrário de Vander, que acredita no consenso entre os três partidos para escolha do vice, o presidente do PDT avalia que obter tal consenso não será uma tarefa tão simples assim. "Nós paramos na discussão do programa de governo. Não foi falado que o vice seria um indicação mediante consenso de três partidos até porque como escolher um entre três partidos", questiona Schimidt.

Heloísa Lazarini