29 de setembro de 2020
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Dia dos Namorados na Capital aumenta o faturamento de 8 mil comerciários

As vendas do comércio de Campo Grande, nesses dias que antecedem o Dia dos Namorados (12), estão aquecendo o faturamento de 8 mil comerciários comissionados. A opinião é de Idelmar da Mota Lima, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande –SECCG. Esse número corresponde a 20% do efetivo que esse setor emprega na Capital, ou seja, de 40 mil trabalhadores. A maioria não ganha comissão, mesmo em muitas lojas em que promovem vendas diretas ao consumidor. “O número pode parecer pequeno, mas não é. São mais de 8 mil famílias beneficiadas com um salário maior no final do mês e isso representa mais conforto e qualidade de vida para essas famílias”, afirma Idelmar. O sindicalista informou também que os percentuais das comissões variam de uma loja para outra. Em muitos estabelecimentos também, nem todos os funcionários do setor de vendas, são comissionados. “Isso vai muito do acordo firmado com o empregado no ato da contratação, ou fica a critério da própria loja”, explica. O montante que cada um ganha em função do aquecimento das vendas em comemorações como essa, do Dia dos Namorados (Dia das Mães, Natal, Dia das Crianças...) também varia, pois depende muito do desempenho individual do comerciário. Muitos funcionários comissionados procuram se especializar em vendas e acabam se destacando dos demais, ganhando melhores salários. “É por isso que nosso sindicato estimula sempre o comerciário a se profissionalizar, fazer cursos e se aperfeiçoar na atividade”, comenta Idelmar da Mota Lima, lembrando que essa foi outra grande conquista da categoria: o reconhecimento da profissão de comerciário (Projeto de Lei 115/2007, regulamentada em 15 de março de 2013). Com a regulamentação da profissão, o Comerciário passou a ser mais respeitado e seus direitos mais garantidos. O sindicato tem fiscalizado o setor para impedir o desrespeito à lei. Uma das grandes mudanças foi o fim do acúmulo de funções. Antes, em muitas lojas, o comerciário era tratado como “serviço gerais”, onde eram colocados até para fazer limpeza das lojas. Hoje o setor está melhor moralizado, mas o sindicato reconhece que ainda é preciso muita luta para chegar às condições ideais e principalmente para que os trabalhadores recebam salários mais dignos e justos. Dourados Agora