29 de setembro de 2020
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Alerta

Duas pessoas morreram após serem picadas por aranhas

A família de uma das vítimas, um homem de 48 anos, diz que ele era "muito macho" para ir ao hospital

Duas pessoas morreram depois de terem sido picados por aranha marrom e não terem procurado cuidados médicos imediatos. As famílias estão agora tentando alertar outras pessoas para não subestimarem a natureza letal das picadas.

Segundo a família de Luciano Marchioro, de 48 anos, ele era "muito macho" para ir ao médico para ver o ferimento. Enquanto que a família de Ana Paula Topan, de 39 anos, acusa o hospital de negligência pois não tinha o medicamento indicado para tratar a picada.

Apesar de estarem a vários quilômetros de distância um do outro, conta o jornal Mirror, ambos morreram tragicamente depois de terem sido mordidos pela mesma aranha, chamada 'Aranha Reclusa' ou aranha marrom.

Luciano foi picado em Pato Branco, Paraná, mas não foi ao hospital nem tomou qualquer tipo de medicação até perceber que não urinava há três dias, desde que tinha sido picado, e que uma das suas pernas estava inchada. Foi diretamente internado na UTI, mas não resistiu e morreu pouco depois.

Ana Paula foi picada em Campinas, São Paulo, e não procurou ajuda médica durante quatro dias, pois não tinha sintomas. Morreu no hospital com dores fortes depois de o medicamento que lhe foi dado não ter surtido efeito.

A família da mulher acusa o hospital de negligência depois de o antídoto só ter chegado ao hospital após Ana Paula já ter morrido.

Em ambos os casos, os especialistas alertam de que nenhuma das vítimas percebeu a gravidade das picadas e o atraso com que se dirigiram ao hospital pode ter contribuído para as mortes.