O ex-jogador Oscar Schmidt (Oscar Daniel Bezerra Schmidt) morreu nesta 6ª feira (17.abr.26), aos 68 anos. Ele passou mal em casa, em Santana de Parnaíba (SP), foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu.
A família confirmou a morte em nota.
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial”, diz o texto. Os familiares também lembraram o período em que ele enfrentou a doença: “Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral”.
O velório será restrito. A despedida, segundo a família, será “em respeito ao desejo por um momento íntimo de recolhimento”.
Oscar construiu uma carreira fora do padrão mais comum para jogadores da sua geração. Draftado pela NBA nos anos 1980, preferiu seguir na Europa para não abrir mão de defender a seleção brasileira — na época, quem atuava na liga americana não podia disputar competições internacionais.
A escolha marcou o rumo da trajetória.
Ele jogou na Itália e na Espanha durante anos, com passagens também por clubes brasileiros como Flamengo e Palmeiras. Ficou conhecido pelo arremesso preciso, sobretudo de longa distância, e pela regularidade — pontuava muito, em qualquer cenário.
Pela seleção, esteve em cinco Olimpíadas e atravessou diferentes gerações do basquete nacional. Em Jogos Olímpicos, segue como um dos maiores pontuadores da história. Ao todo, somando clubes e seleção, passou da marca de 40 mil pontos na carreira.
Mas o tamanho de Oscar nunca foi só numérico.
Ele virou uma figura popular num esporte que, no Brasil, sempre teve menos espaço. Era presença constante, falava sem filtro, aparecia em debates e mantinha uma relação direta com o público. Mesmo depois de parar, seguiu circulando — em eventos, entrevistas, transmissões.
Nos últimos anos, a rotina foi atravessada pelo tratamento contra o tumor cerebral. Ainda assim, continuou ativo sempre que possível, inclusive sendo homenageado por entidades esportivas.
Na nota divulgada pela família, esse período é citado como parte central da sua história recente. Eles destacam a forma como ele lidou com a doença e agradecem as manifestações de apoio.
“Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte”, diz o texto.
VIDA FORA DAS QUADRAS
Fora das quadras, também se destacou como palestrante. Oscar era casado desde 1981 com Maria Cristina Victorino — os dois fariam 50 anos juntos em maio deste ano. No ano passado, publicou uma homenagem carinhosa à amada.
"49 anos de uma parceira linda, 44 deles casados. Obrigado por uma vida de alegrias!", escreveu.
Ele deixa os filhos Felipe e Stephanie, além dos irmãos Luís Felipe Schmidt e Tadeu Schmidt. Em fevereiro, quando Oscar completou 68 anos de vida, ganhou uma declaração do primogênito.
"68 anos de vida, de caminhada, de exemplos e de luta, de conquistas. Um pai que sempre esteve presente, nos momentos bons, nos difíceis e em todos os aprendizados que realmente importam", disse.
"Muito do que eu sou veio do que aprendi dentro de casa: trabalhar com seriedade, respeitar as pessoas, manter a humildade e seguir firme, dentro e fora do esporte. Obrigado por cada conselho, cada puxão de orelha, cada incentivo e por mostrar, na prática, o que é ser um homem íntegro. Hoje a comemoração é sua e a gratidão é minha", apontou.
Felipe lamentou a morte do pai nas redes sociais.
“Pai, vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. Você foi um exemplo de vida para mim, e eu nunca, nunca vou te esquecer", afirmou. "Celebrem a vida que meu pai teve dentro e fora das quadras. Ele foi um herói e deixou um legado no basquete que poucos alcançaram", disse o empresário.











