01 de dezembro de 2020
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Coronavírus

Gravidez e prevenção ao coronavírus

O ginecologista obstetra, vereador dr Loester Nunes de Oliveira (MDB), pede atenção para as mulheres e pacientes sobre os cuidados na prevenção contra o COVID 19, o coronavírus. Ele explica, que quando ocorre uma epidemia ou pandemia, há sempre um alerta em relação às gestantes. Porém, diferente de como aconteceu com a influenza e a zika, elas não estão no  grupo de risco em relação ao coronavírus.“Não tivemos quadros de maior gravidade para mulheres por estarem gestantes e isso é um dado fundamental. Mas é claro que ela sempre vai ter uma precaução maior, porque está prestes a ter um bebê e pode ser agente para ele, no pós-parto. Essa é a nossa principal atenção, principalmente para as que estão em fase tardia da gestação,” explica dr Loester.

O médico parlamentar disse que em estudo recente realizado na China com mães infectadas pelo novo coronavírus, mostra que ele não foi identificado no líquido amniótico, no cordão umbilical, na placenta ou no leite materno. “Portanto, a princípio, não existe documentação de transmissão vertical, durante a gestação. Afirmo que a realização de exames pré-natais, devem ser mantidos pelas grávidas mesmo durante o período de isolamento domiciliar,“ complementa.

Para o vereador dr Loester, a assistência pré-natal é sempre um parêntese quando se fala em interromper atendimentos eletivos. “Ela deve continuar, porque a gestante não está exposta somente ao coronavírus, existem outros riscos inerentes. O que a gente pede é que ela vá sem acompanhante, porque é uma consulta que costuma agregar muitas pessoas, e ela deve ter o mesmo cuidado da população em geral, de usar a máscara se tiver algum sintoma,” recomenda. 

Dr Loester orienta as mulheres que precisem realizar exames de rotina como o preventivo, devem analisar se a ida ao médico nesse momento é necessária ou não.” Não tem uma contraindicação para ela não fazer, mas vai depender de cada caso, e é preciso ter bom senso. Se ela mora em um lugar em que vai precisar pegar vários transportes e enfrentar uma grande fila, pode ser melhor adiar. Já em outras situações, não, se ela estiver acompanhando alguma doença mais grave, como uma diabetes ou um câncer, não tem como adiar,” explica.

O médico parlamentar, que é Membro da Comissão Permanente Assistente Social e do Idoso, desta Casa de Leis, enfatiza que os cuidados redobrados são para as idosas, da mesma forma para os homens nessa faixa etária. ”Hoje em dia temos muitas mulheres que estão muito bem nos seus 65 anos, mas é importante lembrar que elas são idosas. Por isso, devem ter os cuidados redobrados e evitar a exposição da forma mais rígida possível,” finaliza.