31 de julho de 2021
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Árvores condenadas escondem perigo em Dourados

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53236863bd5ea60d7745190ed0a51df48ff0dd9cc2d9f Com mais de 250 mil árvores, Dourados é uma das cidades mais arborizadas do país, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro  de Geografia e Estatística, porém a grande maioria dessas árvores são antigas, estão podres e doentes e isso tem causado quase que diariamente estragos materiais. Na manhã desta sexta-feira (14), o carro de agropecuarista, Ramão da Silva Pedroso, de 54 anos, foi atingido por um galho de uma arvore que acabou danificando o para-brisa e o retrovisor. O veículo estava estacionado na região central da cidade. “O galho que caiu era enorme e estava podre, com certeza se tivesse caído em uma pessoa teria machucado muito ela” disse Pedroso. Em contato com o presidente do Comdam (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), Ataulfo Alves Stein Neto, o Plano de Arborização que tem como proposta implantar o manejo, a recuperação, a expansão e a proteção da arborização urbana, ainda está em elaboração. O projeto foi iniciado em 2012. “Um grupo de pessoas está trabalhando e estudando esse plano que é muito complexo e precisa cumprir muitas exigências, com isso ele infelizmente continua no papel. Estamos tentando agilizar o projeto e encaminhar para a votação na Câmara, porém não há uma data certa de quando será concluído” afirmou Stein. Questionado sobre o frequente número de árvores que caem em Dourados, o presidente explicou que hoje a cidade precisa de uma política pública de arborização para que possa ser fiscalizado e monitorado todas as espécies que estão na área central da cidade. “Temos pontos com árvores doentes, podres e com risco de queda, mas não temos como monitorar todas elas, por isso é importante essa mudança e a criação de uma política especifica para proteger e preservar essas árvores” disse ele. Sobre os tombamentos de árvores antigas como patrimônio histórico municipal, Stein afirmou que nada adianta reconhecer uma espécie se a mesma não é cuidada. “Podem tombar as 250 mil que existem na cidade, se não tiver um estudo, cuidado, poda adequada e até a substituição das espécies mais antigas, de nada adianta, pois elas continuarão caindo, causando estragos e ainda colocando em risco a vida das pessoas que passam por elas” concluiu o presidente. Quanto ao agropecuarista, ele informou que teve um prejuízo estimado em quase R$ 1 mil e entrará com representação contra a prefeitura. No ano passado após dias de chuva uma árvore da que ficava na área de convívio - onde estão bancos e mesas - da Praça Antônio João caiu. Dias antes na Rua João Rosa Góes com a Avenida Marcelino Pires uma outra espécie caiu em cima de um carro que era ocupado por quatro pessoas sendo duas mulheres e duas crianças, uma delas de colo. Ninguém ficou ferido, mas houve estragos materiais. Dourados News