05 de maro de 2021
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Arara híbrida

Cruza de arara canindé com vermelha gera 'nova espécie'

Campo Grande é uma das poucas cidades brasileiras que tem seu céu embelezado por populações urbanas  de araras  canindés, azuis e vermelhas, que se reproduzem e nascem aqui. Porém uma nova espécie resultante do cruzamento da canindé com a vermelha está está preocupando os especialistas.  A arara híbrida, como é chamada pelos pesquisadores pode colocar em risco o desenvolvimento da espécie. 

Conforme o biólogo Edson Diniz, o filhote de uma cruza híbrida pode se reproduzir, mas ainda não se sabe se o filhote dele consegue fazer o mesmo, ou seja, a hibridização reduz a fertilidade. “A variação que acontece com eles é muito grande, inclusive, de acompanhamento e comportamento com os filhotes”, afirma.

Hoje, são pelo menos oito araras adultas e quatro filhotes híbridos que são monitoradas e acompanhadas pelos pesquisadores. “Elas são lindas, mas podemos dizer que se trata de uma aberração”, diz a professora e pesquisadora do programa de pós-graduação de meio ambiente da Uniderp. 

A especialista explica que hoje há três espécies em Mato Grosso do Sul. São elas, a azul, vermelha, canindé e a híbrida. “Não é bom para a natureza, não sabemos o que isso pode gerar no futuro”, destaca. Ela acrescenta que o assunto é bastante polêmico entre os especialistas em Biologia.

Hoje  vivem na cidade cerca de 400 araras e há registro também das araras azuis na Cidade Morena, que antes eram encontradas apenas no Pantanal.

A arara híbrida tem suas cores distintas das espécies já conhecidas. Sua cor predominante é uma mistura de

Arara híbrida e arara vermelha.

amarelo e laranja, e o azul e verde presentes nas araras vermelhas, na híbrida são de um tom mais claro. De longe é difícil perceber as diferenças, mas os especialistas continuam os estudos para saber quais impactos essas cruza pode causar na espécie. O primeiro registro de arara hibrida foi há quase cinco anos em um ninho na rotatória da Avenida Interlagos, de acordo com a presidente do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes.