22 de outubro de 2020
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Após meses de espera, produtores rurais aguardam ansiosos por veredito do governo federal

Ao final de um longo período de espera e após enfrentar alguns adiamentos, a classe indígena e ruralista de Mato Grosso do Sul vai conhecer amanhã em Brasília a proposta do governo federal para que se inicie o processo de solução dos conflitos entre índios e produtores rurais no Estado.

A divulgação das avaliações das terras da região da fazenda Buriti, assim como a proposta de compra e venda serão feitas pelo ministro da justiça José Eduardo Cardozo em reunião realizada com representantes do governo, ministério públicos e representantes indígenas e ruralistas.

“Espero que o ministro tenha uma proposta concreta e justa para a compra das áreas e que o pagamento seja imediato”, afirma o proprietário da fazenda Buriti, Ricardo Bacha, que relata não se sentir temeroso com uma possível falta de recursos disponíveis à União, tendo em vista a disposição em adquirir terras que de acordo com ele não se incluem em reservas indígenas. “Já que existe a intensão de comprar uma área que nem indígena é, é preciso que eles tenham recursos”, completa.

Para o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, essa é a fase final para que os conflitos comecem a ser solucionados, tendo em vista que todos os estudos, avaliações e apreciações já foram concluídas. “Não temos mais que esperar nem discutir nada, todos os levantamentos já foram concluídos e agora é hora da União cumprir com sua obrigação e apresentar uma proposta certa e justa”, disse.

Assim como Francisco Maia, o senador Moka (PMDB) que também é defensor dos interesses dos produtores rurais diz que o processo de compra das terras tem se tornado cansativo e demorado, fato que gera a revolta e descrença na classe. “Espero que isso se concretize, afinal, está devagar demais. Nossa esperança é que possamos começar o ano acertando essa situação”, afirma.

Clayton Neves