01 de maro de 2021
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FINALIZA EM 2020

Aquário: Azambuja faz resgate histórico do investimento, diz Zauith

Vice destacou detalhes da obra que, no seu entender, será uma das mais emblemáticas e de maior visibilidade mundial

O Aquário do Pantanal não é uma obra de Governo, mas de Estado. Afirmada em tom vigoroso e entusiasmado, a declaração do vice-governador e secretário estadual de Infraestrutura, Murilo Zauith (DEM), indica a adoção de uma renovada concepção do governo sul-mato-grossense sobre o mega-empreendimento iniciado no mandato de André Puccinelli (MDB), em 2011, e até hoje não-concluídos.

Doravante, segundo Zauith, com a retomada do projeto, a ser finalizado em 2020, o olhar para a obra precisa deixar de ser o do desperdício ou dos questionamentos sobre irregularidades no investimento. “As questões pendentes na Justiça ou monitoradas pelo Ministério Publico continuarão tratadas em suas instâncias pertinentes. A nós cabe fazer o que a sociedade exige, que é aplicar corretamente o recurso do contribuinte e evitar qualquer forma de desperdício, AL [em do que este é um empreendimento que reputo da maior importância para o estado e o País”.

Na entrevista ao Programa “Tribuna Livre”, da Rádio Capital FM 95.9, segunda-feira, 20, Zauith destacou detalhes da obra que, no seu entender, será uma das mais emblemáticas e de maior visibilidade mundial para Mato Grosso do Sul. Lembra que às vésperas da posse, em janeiro, recebeu um telefonema do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) informando tê-lo escolhido para comandar a Seinfra. “Minha missão maior seria a de concluir as obras que restavam nas planilhas do primeiro mandato, sobretudo a obra do Aquário”, salientou.

PROVIDÊNCIAS 

De acordo com o secretário, o governador tomou todas as providências administrativas, jurídicas, judiciais e técnico-científicas para que, além de evitar o desperdício de verbas já utilizadas, fosse resgatado o projeto na plenitude de sua capacidade de contribuir com o desenvolvimento social, econômico, ambiental e intelectual do Estado. Depois de citar o empenho e o envolvimento do Tribunal de Justiça, Ministério Publico, Tribunal de Contas e entidades classistas na execução da obra, Zauith detalhou características que fazem do Aquário um empreendimento único.

Ressaltou a grandiosidade expressa em itens como o tamanho físico da área (quase 22 mil metros quadrados), os 32 tanques para abrigar a ictiofauna com cinco milhões de litros de água, as estruturas singulares, como o próprio aquário de acrílico que é feito num único lugar do mundo (Colorado, EUA) e sua representação ambiental e científica inscrita no seu verdadeiro nome: Centro de Pesquisas e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira. Realçou a presença de empresas construtoras especializadas em engenharia e manutenção, mencionando o contrato com o Grupo Cataratas, principal concessionário de turismo sustentável do Brasil, com marcas gerenciais em endereços como as quedas do Iguaçu e o Aquário Marinho do Rio de Janeiro, para gestão do empreendimento. “Esse grupo, por sinal, mostra interesse em fazer um aquário em Foz do Iguaçu. Há poucos aquários como este no Brasil e no mundo, por isso é tão complexo fazer uma obra dessas com todos os cuidados possíveis”, disse.

“O Aquário potencializa a visibilidade do Estado e do Pantanal. É um centro de pesquisas, não é só peixe. E fauna, é flora, é reprodução do habitat. O mundo não conhece o Pantanal do jeito que terá a oportunidade de conhecer quando a obra estiver pronta. O Othake [arquiteto Ruy Othake, que concebeu o projeto] foi muito feliz ao fazer para cada um dos 32 tanques um cenário específico dos habitats”, acentuou.  

A previsão de receber 500 mil visitantes no primeiro ano e a atração que desperta dentro e fora do país, junto a investidores do turismo, cientistas, estudantes e organismos ligados ao meio ambiente atestam a dimensão de valores e de importância do Aquário, reforça Zauith.

ESTRATÉGIA 

O secretário resume seus principais desafios na Seinfra dizendo, antes de tudo, que tem como ponto de partido a forma como vem sendo gerenciado o Estado. “O governador Azambuja foi feliz no primeiro mandato ao fazer a estratégia e o planejamento adequado para a infraestrutura, realizando obras de seu programa e concluindo as que estavam inacabadas. Agora, vamos terminar o que estava pendente e fazer o que é preciso ser feito no campo das prioridades, como o Aquário e as estradas alimentadoras do sistema produtivo”.

Sobre os demais investimentos da Pasta, Murilo Zauith alinhou o propósito do governo de fazer ampliar a malha viária asfaltada e fazer mais estradas no Pantanal, tendo em vista o incremento de atividades lavoureiras numa região tradicionalmente ocupada pela pecuária. “Os produtores precisarão escoar seus produtos com segurança e opções de deslocamento. O foco de tudo isso tem duas vertentes: dar suporte a quem produz e capacitar a estrutura de apoio à atividade turística.