07 de agosto de 2020
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Atrasos na obra do PAM causa superlotação do Hospital Regional

Diana com assessoria

Em visita dos membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde da Assembleia Legislativa ao (HR) Hospital Regional de Campo Grande, os deputados Amarildo Cruz (PT) e junior Mochi (PMDB) constataram que os atrasos na obra de ampliação do PAM (Pronto Atendimento Médico) tem causado a superlotação do hospital.

De acordo com o diretor do HR, Rodrigo de Paula, a capacidade de atendimento diário na urgência e emergência do hospital é de 47 pessoas, mas são atendidas em média 95, chegando até 114 nos dias mais movimentados. Segundo ele, pessoas vindas do interior representam apenas 9% dos atendimentos. O HR recebe R$ 2,5 milhões da União e R$ 16 milhões do Estado.

A inauguração do PAM está atrasada porque a empresa que venceu a licitação ainda não instalou os monitores nos aparelhos do setor. Porém, Rodrigo garantiu que a obra fica pronta até o fim do mês e, caso os equipamentos não sejam instalados, ele levará a questão na Justiça para adquirir os materiais de outra empresa. O PAM somará 48 novos leitos para o HR.

Os parlamentares receberam reclamações da falta de médicos na ala de oncologia infantil, mas o direto do HR explicou que 51 profissionais de saúde de diversos setores já foram convocados e que devem começar a trabalhar no local nos próximos dias. Eles detectaram também a falta de um setor de almoxarifado no hospital.

CPI da Saúde em MS

A CPI foi criada no dia 23 de maio deste ano para apurar irregularidades nos repasses de recursos do SUS para as unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí, nos últimos cinco anos. A comissão é composta pelos deputados Amarildo Cruz (PT), Lauro Davi (PSB), Junior Mochi (PMDB), Eduardo Rocha (PMDB) e Onevan de Matos (PSDB).

Já foram ouvidos a ex-secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, o secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Ivandro Fonseca, o presidente da Santa Casa da Capital, Wilson Teslenco, os ex-diretores do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa, o do Hospital Regional de Campo Grande, Ronaldo Perches Queiroz,o ex-secretário municipal de saúde da capital, Leandro Mazina, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul, Luís Henrique Mascarenhas Moreira, e os médicos Os médicos Adalberto Siufi e Cláudio Wanderley Saab, ex-diretor do Hospital do Câncer e o atual diretor-geral do Hospital Universitário, respectivamente.

Também prestaram depoimentos, os ex-integrantes da Junta Interventora da Santa Casa de Campo Grande, Antonio Lastória, Nilo Sérgio Laureano Leme e Issan Moussa, o diretor-presidente do Hospital do Câncer, Carlos Alberto Moraes Coimbra, o ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde, Florêncio Garcia, o diretor-presidente do Instituto Municipal de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Campo Grande, Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, e o ex-responsável pela pasta, João Mitumassa Yamaura, além de gestores e conselheiros municipais de saúde nas cidades de Dourados, Coxim, Aquidauana, Jardim, Paranaíba, Três Lagoas, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Corumbá.