20 de janeiro de 2021
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Governo de MS

Azambuja define nomes para anunciar equipe nos próximos dias

O governador reeleito Reinaldo Azambuja (PSDB) vai anunciar nos próximos dias os secretários com os quais vai iniciar seu segundo mandato a partir de 1ª de janeiro. Na semana passada os titulares e adjuntos das secretarias, mais o procurador-geral e o controlador-geral do Estado, entregaram os pedidos de exoneração que devem ser publicados no último dia deste mês, quando se encerra o primeiro mandato de Azambuja.

Segundo o que se apurou, Azambuja está fechando as avaliações sobre o que deverá conservar e o que vai mudar, tanto na equipe como nas metodologias. Em princípio, já é certa a saída de Guaraci Fontana, secretário de Fazenda. Com 21 anos de carreira no Fisco, é um dos mais antigos e mais próximos amigos e colaboradores do governador, de quem foi assessor técnico na Prefeitura de Maracaju e no gabinete de Azambuja na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Agora, pediu aposentadoria.

Também já se tem como quase sacramentadas as permanências de alguns secretários. Seriam os casos de Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica) e Carlos Alberto de Assis (Administração e Desburocratização). Se os êxitos dos quatro anos de gestão no trato de desafios complexos como enfrentar a crise e retomar o crescimento foram resultados da estratégia de governança, natural inferir que o executor desse processo, o titular da Segov, seja mantido - caso contrário não se creditará ao seu trabalho o desempenho vitorioso dessa política gerencial.

Quanto a Assis, há setores influentes do círculo mais próximo do governador que o consideram imprescindível na Pasta, até porque uma das pedras no sapato para esse governo seria a relação com o funcionalismo, principalmente o Grupo Magistério. E esta agenda parece ter sido bem cuidada: não houve grandes traumas por parte do movimento sindical da categoria, os salários têm sido pagos pontualmente e até os professores, por conta dos arranjos na soma de itens da massa e salários, têm uma das melhores médias de remuneração no País.

Entretanto, há quem prefira Assis mais solto, desengessado, fora do corredor estreito da burocracia e das intempéries políticas e administrativas da Governadoria. Com sua atuação marcante nas campanhas eleitorais de Azambuja, realçou sua habilitação para alçar voos na política. Pode estar na relação das alternativas de agrado do governador para uma eventual composição de apoio à reeleição do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), como candidato  a vice-prefeito.

As especulações são variadas, reproduzem avaliações dos bem-informados mas ao mesmo tempo derramam conjecturas e situações surreais ou acostadas a interesses e conveniências paralelas aos interesses do Governo. O que pesa, neste momento, é a balança político-administrativa em que estão colocados os prós e os contras com que Reinaldo Azambuja vai lidar na hora em que for bater o martelo e escalar sua seleção.

São estes os atuais secretários: Eduardo Riedel, de Governo e Gestão Estratégica; Guaraci Fontana, de Fazenda; Carlos Alberto de Assis, de Administração e Desburocratização; Maria Cecília Amendola da Motta, de Educação; Carlos Alberto Coimbra, de Saúde; Antonio Carlos Videira, de Justiça e Segurança Publica; Elisa Cléia Pinheiro Rodrigues Nobre, de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho; Athayde Nery de Freitas Jr, de Cultura e Cidadania; Jaime Elias Verruck, de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar; Helianey Paulo Silva, de Infrestrutura. Adalberto Neves Miranda é o procurador-geral do Estado e Carlos Eduardo Girão de Arruda o controlador-geral.

Fazem parte ainda do escalão superior, mas sem nomenclatura de secretaria, cargos de relevância, como os de comando na Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), hoje presidida por Luiz Carlos Rocha.