28 de outubro de 2020
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Bernal perde primeira batalha na Câmara e vereadores derrubam veto

Os vereadores derrubaram hoje por seis votos favoráveis e quinze contrários o veto do prefeito Alcides Bernal (PP) ao projeto de lei nº 7.425 que dispõe sobre redução da jornada de trabalho para assistentes sociais da Prefeitura de Campo Grande de 40 para 30 horas semanais.

Apenas os vereadores Alex do PT, Ayrton Araújo (PT), Paulo Pedra (PDT), Luiza Ribeiro (PPS), Gilmar da Cruz (PRB) e Edson Shimabukuro (PTB) votaram favoravelmente ao prefeito.

Cazuza (PP) e Zeca do PT estavam ausentes da sessão e os vereadores Carlão (PSB) e Chocolate (PP), considerados da base pelo secretário municipal de governo e relações institucionais, Pedro Chaves, votaram juntos à oposição.

Em sua justificativa, o vereador Alex do PT afirmou que o projeto legisla sobre uma prerrogativa exclusiva do município, que é definir sobre os servidores públicos do município e seu regime jurídico. “Ninguém é contra a categoria”, ressaltou. O mesmo argumento foi usado pela vereadora Luiza Ribeiro que recordou sua luta junto a classe dos assistentes sociais. “O veto deve ser mantido por questões legais”.

Carlão justificou que não poderia “fazer um filho e depois matar”, afinal foi autor do projeto em parceria com o vereador Paulo Siufi (PMDB). Além disso, Carlão destacou que não está na base do prefeito e que sempre terá opinião própria. Siufi defendeu que o projeto pretende apenas adequar o município à lei federal 12.317/10.

Apoio da classe - Cerca de 30 assistentes sociais estiveram na Câmara Municipal para pressionar o voto dos vereadores. Um grupo de três pessoas que preferiu não se identificar por medo de retaliações garantiu que a população não será prejudicada com a nova carga horária, pois a categoria irá trabalhar em turnos, mas salientou que a contratação de mais profissionais é necessária porque já existe uma deficiência de assistentes sociais em Campo Grande.

Diana Christie