21 de outubro de 2020
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Bernal questiona eficácia do judiciário e aponta suposto "vazamento de informação"

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), está preocupado com os novos rumos da Comissão Processante. "O que me preocupa é que Edil tem conhecimento de alguma coisa que ninguém sabe o que é e isso deixa dúvida no ar, pois o vereador está dando indícios de que pode prever e antecipar uma decisão da justiça", afirma.

Segundo o prefeito, o fato de Edil Albuquerque, presidente da Comissão processante, afirma à imprensa que a Comissão possui uma carta na manga abre espaço para dúvidas acera da imparcialidade do poder judiciário. "Isso nos leva a crer que existem falhas no judiciário. Como ele pode afirmar algo com certeza se ele não integra poder judiciário?", questiona Bernal.

A Comissão Processante foi suspensa no início de novembro pelo TJ MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e no dia 26 de novembro, a 1ª Câmara Cível, negou, por unanimidade, o agravo regimental protocolado pela Câmara de Vereadores de Campo Grande para reconsiderar a decisão do desembargador Hidelbrando Coelho Neto, que havia suspendido as investigações da Comissão Processante. Participaram da votação que manteve a Processante suspensa: o relator Hidelbrando Coelho Neto e os desembargadores João Maria Lós e Divonsir Marãn.

Falta agora ser votado o segundo agravo regimental que terá como relator o desembargador João Maria Lós. O recurso que será analisado pela 3ª Seção Cível e pede a reconsideração da decisão que revogou a liminar concedida pelo desembargador Luiz Tadeu. Como o desembargador está de férias e retorna depois do dia sete de janeiro, quando o TJ retoma as atividades, o julgamento será em 2014.

Heloísa Lazarini e Clayton Neves