28 de outubro de 2020
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Briga de foice no escuro por vagas de MS no Congresso Nacional

Mato Grosso do Sul tem 11 congressistas: oito deputados federais (Vander Loubet e Antonio Carlos Biffi, do PT; Luiz Henrique Mandetta, do DEM; Fábio Trad, Geraldo Resende, Akira Otsubo e Marçal Filho, do PMDB;  e Reinaldo Azambuja, do PSDB; e os senadores Delcídio Amaral, do PT; Waldemir Moka, do PMDB; e Ruben Figueiró, do PSDB. Otsubo é suplente de Edson Giroto, do PR, que licenciou-se para comandar a Secretaria Estadual de Obras Públicas; Figueiró é suplente de Antonio Russo, que afastou-se por razões de saúde. Dos 11 parlamentares, três com certeza não disputarão a reeleição: Figueiró e Moka têm mais quatro anos de mandato, Delcídio vai disputar o governo e Azambuja concorrerá ao Senado. Giroto deve reocupar seu lugar para buscar a reeleição ou, em uma segunda hipótese, ser chamado para compor chapa majoritária. De qualquer forma, as novas circunstâncias de um pleito e a forte expectativa de renovação política na sociedade, produzem naturalmente o surgimento de outros nomes e instigam sentimentos microrregionalistas, fazendo com que lideranças localizadas em determinadas regiões cresçam a ponto de diminuir o espaço dos tradicionais papa-votos. Entrevista com Zeca do PT Igual dilema será enfrentado pelo PMDB, que já perdeu Giroto, repatriado pelo PR, e pode ficar sem uma das três vagas preenchidas hoje por Fábio Trad, Geraldo Rezende e Marçal Filho. Os dois últimos têm base eleitoral na Grande Dourados e há quem considere muito difícil os dois se reelegerem. O futuro eleitoral de Mandetta é uma incógnita, pois o DEM perdeu espaço e densidade no renovado cenário político do Estado. Por fim, resta saber se o PSDB conseguirá encontrar um substituto com a competitividade de Azambuja. “Será uma briga de foice no escuro a disputa pelas oito cadeiras da Câmara. Até aqueles que foram eleitos com votações espetaculares terão dificuldades para montar um tabuleiro seguro para sua reeleição”, analisa experiente prócer guaicuru, que pede reserva para não ser mal compreendido por seus correligionários, um deles candidato a candidato a deputado federal. Tão ou mais renhida será a “briga” pela cadeira do Senado. O tucano Azambuja e a peemedebista Simone Tebet ponteiam o confronto. Mas pode surgir um terceiro nome, capaz de tornar a disputa ainda mais imprevisível. Se o terceiro nome for o do governador André Puccinelli, polariza-se o entrevero com Azambuja e a vice-governadora terá de procurar outra opção, se quiser. Ela não pretende retornar à Assembléia Legislativa e finca o pé como candidata ao Senado, na esperança de dar continuidade à obra do pai, Ramez Tebet. Edson Moraes, especial para MS Notícias