21 de abril de 2021
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Com ou sem Rose, projeto de Azambuja para 2018 já está fortalecido

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O planejamento do projeto para a reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não fica abalado com a derrota de Geraldo Resende em Dourados e nem sofrerá solução de continuidade se Rose Modesto não vencer a disputa pela Prefeitura de Campo Grande. Esta é a decisão que já está amadurecida pela cúpula política e partidária do bloco de sustentação de Azambuja, que já pensa nos primeiros passos pós-eleições municipais para entrar em 2017 engrenado no processo visando à sua reeleição.

A vitória de Délia Razuk (PR) sobre Resende e o desenho das pesquisas que sinalizam a vitória de Marquinhos no segundo turno em Campo Grande trazem algum desconforto, tendo em vista que são os dois maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul. Porém, nem a republicana Délia e nem o pessedista Marquinhos sequer insinuam que pretendem bater de frente com o governador fora da campanha eleitoral que termina no próximo dia 30. Depois, cada eleito buscará naturalmente o caminho do diálogo e de melhor aproximação até com o governo estadual. Esse processo pode limitar-se à relação institucional ou estender-se à articulação de interesses políticos comuns.

DUAS FACES - Por outro lado, a matemática política e eleitoral tem duas leituras. Se confirmadas as estatísticas do segundo turno na capital, há que se reconhecer que a derrota nos dois maiores municípios funciona como um fator de frustração. Somados, os eleitores de Campo Grande e Dourados representam cerca de 40% do total de votantes de Mato Grosso do Sul. Entretanto, o desempenho dos candidatos da base aliada, especialmente do próprio PSDB, no geral foi bastante convincente. 

Além de eleger 36 dos 79 prefeitos, a performance do partido foi muito expressiva nos municípios onde disputou cargos majoritários, incluídos os cinco maiores: Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã. Desse bloco, os tucanos elegeram três: Ângelo Guerreiro (Três Lagoas), Ruiter Cunha (Corumbá) e Hélio Peluffo (Ponta Porã).

NOVAS LIDERANÇAS - É preciso prestar atenção também na nova pesagem eleitoral e política que os municípios médios passam a ter na contabilidade a ser projetada para a campanha de 2018 e, particularmente, no planejamento para traçar as perspectivas de reeleição do governador. Esse é o capítulo a ser protagonizado por lideranças emergentes que saíram vitoriosas das urnas, como os prefeitos eleitos Ronaldo Miziara (Paranaíba), Odilon Ribeiro (Aquidauana), Guilherme Monteiro (Jardim), Reinaldi Piti (Bela Vista) e Dr Bandeira (Amambai).

Alguns desses candidatos fizeram a diferença estreando como candidatos a cargo majoritário e derrotando políticos mais experientes, como aconteceu com Ronaldo Miziara, em Paranaíba. Ele fez uma campanha de superação para sair de traços na pesquisa e superar na reta final o vereador Maycol Doido (PDT), que liderou as pesquisas até os últimos 15 dias de campanha. 

O engenheiro Ronaldo Miziara foi uma aposta de Azambuja e do secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, que vislumbrou no empresário a possibilidade de contemplar uma expectativa dos paranaibenses ansiosos por renovação nos modelos e práticas políticas e gerenciais. Azambuja e Sérgio de Paula apadrinharam sua filiação ao PSDB. Até então Miziara nunca havia disputado cargo eletivo na política. O seu único vínculo com  a administração publica foi ter atuado por 16 anos à frente da Secretaria Municipal de Obras nos anos 1980-90. 

          Agora, torna-se com sua vitória uma das mais importantes lideranças políticas e eleitorais do Bolsão, região onde também se destacam outros dois tucanos de colégios eleitorais de grande e média proporção, os eleitos Ângelo Guerreiro, de Três Lagoas, e Jair Boni Cogo, de Cassilândia. Eles terão papel fundamental para levar adiante os projetos de governo e de política de Reinaldo Azambuja, sobretudo na pavimentação do terreno para tentar a reeleição.