01 de dezembro de 2021
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ELEIÇÕES 2020 | CAMPO GRANDE

Consulta de intenção de votos sinaliza reeleição de Marquinhos no 1º turno

Pesquisa IPR divulga resultados mostrando que prefeito pessedista teria 61,44% dos votos válidos

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Disputam a prefeitura de Campo Grande 15 candidatos, dos quais um é o prefeito Marquinhos Trad (PSD), em busca da reeleição, e duas são mulheres, Sidnéia Tobias (Podemos) e Cris Duarte (Pol). Outros 12 nomes completam o cenário da concorrência: Sérgio Harfouche (Avante), Pedro Kemp (PT), Dagoberto Nogueira (PDT), Vinícius Siqueira (Psol), Márcio Fernandes (MDB), Marcelo Miglioli (Cidadania), Marcelo Bluma (PV), Esacheu Nascimento (PL), Guto Scarpanti (Novo), João Henrique Catan (PP) e Thiago Assad (PCO).

Se as eleições fossem hoje, um deses concorrentes seria o vencedor: Marquinhos Trad, que na projeção de votos válidos alcançaria mais de 61% dos sufrágios do eleitorado. Esta é uma das conclusões da consulta de intenções de voto realizada pelo Instituto de Pesquisas Resultado (IPR) nos dias 07, 08, 09 e 10 deste mês de novembro. Seu concorrente melhor posicionado, o procurador do Ministério Publico Estadual (MPE), Sérgio Harfouche, está com a candidatura subjudice por causa de um recurso que pede sua impugnação e já foi acolhida pela Justiça Estadual.

Com o registro MS-09842/2020 na Justiça Eleitoral, a pesquisa ouviu 650 eleitores nas sete regiões de Campo Grande, sendo 352 mulheres (54,15%) e 298 homens (45,85%). O IPR adota margem de erro máxima de 3,8 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%. Os quesitos constantes da pesquisa aferiram simulações de voto espontâneo e estimulado, votos válidos e rejeições.  

ESPONTÂNEA - O IPR perguntou aos entrevistados: em quem você votaria para prefeito (a) de Campo Grande para as eleições em 2020?  Marquinhos foi o mais citado, com 50,77% contra 7,69% de Harfouche, 3,69% de Kemp, 2% de Siqueira, 1,23% de Fernandes, 1,08% de Sidnéia, 0,77% de Dagoberto e Miglioli (empatados), 0,62% de Esacheu e Bluma (empatados), 0,31% de Cris, Scarpanti, Catan e Mattos (empatados). Os brancos e nulos somam 4,62% enquanto os que não sabem ou não quiseram responder 24,92% .

ESTIMULADA - Neste quesito, Marquinhos abre uma diferença ainda maior sobre os seus concorrentes. Ele aparece com 53,69% contra 9,54% de Harfouche, o segundo colocado. Em seguida estão Kemp (5,54%), Siqueira (4,31%), Dagoberto (3,23%), Fernandes (3,08%), Sidnéia (2,15%), Miglioli (1,69%), Esacheu (1,38%), Matos (0,77%), Cris e Bluma empatados (0,62%), Catan (0,46%), Scarpanti (0,41%), Assad (0,0%). Este quesito teve 6,46% de eleitores declarando que pretendem votar em branco ou anular o voto e 6,15% que não sabem ou não quiseram responder.

VOTOS VÁLIDOS - Numa projeção feita pelo IPR para saber como ficaria a classificação desses candidatos se forem desconsiderados das entrevistas os votos em branco ou nulos. O resultado não só confirma a preferência absoluta pelo prefeito Marquinhos Trad, como também sinaliza a forte possibilidade de a disputa sucessória ser definida sem a necessidade do segundo turno. O candidato do PSD teria 61,44% dos votos válidos, uma vantagem de 50,52% sobre o seu mais próximo perseguidor, Sérgio Harfouche, que aparece com 10,92%.

Depois surgem, pela ordem, Kemp (6,34%), Siqueira (4,93%), Dagoberto (3,70%), Fernandes (3,52%), Sidnéia (2,46%), Miglioli (1,94%), Esacheu (1,58%), Mattos (0,88%), Cris e Bluma (0,70% cada), Catan (0,53%), Scarpanti (0,35%) e Assad (0,00%). 

REJEIÇÃO -  Para aferir qual a candidatura que sofre a maior rejeição dos eleitores, o instituto fez a seguinte pergunta: em quem você não votaria de jeito nenhum para prefeito(a) de Campo Grande em 2020? A maioria das respostas apontou três nomes: Kemp, o mais rejeitado, com 18,46%; Dagoberto, com 16,46%; e Marquinhos, com 16%. 

Por outro lado, as menores taxas de rejeição, segundo apurou o IPR, são dos candidatos Assd e Scarpanti, cada um com 0,15%. Baixas também são as pontuações atribuídas pelos eleitores às candidaturas de Cris (0,31%) e Fernandes (0,46%).  Os brancos e nulos são 1,38% e os que não sabem ou não quiseram responder 6,92%.