29 de novembro de 2020
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"INJUSTIÇADO"

Defesa de Senador diz que dinheiro na cueca era para pagar funcionários

Defesa afirmou que ex-líder do Governo Bolsonaro no senado tem sido vítima de linchamento "sem provas"

A defesa do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), afirmou nesta 2ª-feira (19.out.2020), que o ex-líder do governo de Jair Bolsonaro no senado tem sido vítima de linchamento “sem provas” e que os R$ 33 mil que ele tentou esconder da Polícia Federal no dia 14 de outubro eram para pagar funcionários da empresa da família dele. 

Na ocasião, a PF foi pela manhã daquele dia 14 na casa de Rodrigues, em Boa Vista, em Roraima, pois ele é dos suspeitos de desviar recursos destinados à Saúde, para enfrentamento da Covid-19. Quando a polícia chegou, de pijama, Rodrigues tentou guardar valores entre as nádegas.

Segundo a PF o momento foi registrado em vídeo, entregue às autoridades de investigação.  

Próximo do presidente Jair Bolsonaro, Chico Rodrigues era vice-líder do Governo no Senado. Foi retirado do posto.

Porém, a defesa de Rodrigues afirma que o senador não tem envolvimento no caso, que tramita sob sigilo. “Os recursos de emendas parlamentares destinados a? covid-19 no estado seguem nas contas do governo, de forma que nem ele, nem ninguém, poderia deter esses recursos”, diz a nota, assinada pelos advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Yasmin Handar. Eles consideram que guardar dinheiro na cueca foi uma “reação impensada”, mas justificada pelo “ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidencia de desvio em sua conduta”.

Leia a íntegra da nota divulgada pela defesa do senador, datada de domingo (18.out.2020):

“A defesa do senador Chico Rodrigues manifesta sua perplexidade com o linchamento sofrido por ele, sem que haja qualquer prova contra sua conduta.

O dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funciona?rios de empresa da fami?lia do senador.

E mais: os recursos destinados por emenda parlamentar a? Covid-19 em seu estado seguem nas contas do governo, de forma que nem ele, nem ningue?m, poderia deter esses recursos.

Em 30 anos de vida pu?blica, o senador nunca sofreu uma condenac?a?o e agora esta? sendo linchado por ter guardado seu pro?prio dinheiro. Foi uma reac?a?o impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evide?ncia de desvio em sua conduta.

Ter dinheiro li?cito em casa na?o e? crime. O u?nico ato ili?cito deste caso e? o vazamento dos registros da dilige?ncia policial arbitra?ria que ele sofreu.”