18 de janeiro de 2021
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Dilma bate martelo da reforma dia 30. Moka desconversa

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) nunca escondeu ter vontade de chefiar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Já passou perto duas vezes, no governo do presidente Lula. Agora, no governo da também petista Dilma Roussef, a chance parece estar mais próxima. Waldemir Moka Com a consolidação da aliança entre PMDB e PT para a sucessão presidencial e  a confirmação das vagas peemedebistas na reforma ministerial, o nome de Moka chega mais forte por meio de influentes correligionários e respeitados porta-vozes das causas do agronegócio. O senador prefere não abrir esse debate publicamente e o trata dentro dos restritos limites do partido e dos interlocutores autorizados do Planalto. Porém, não consegue esconder que está vivendo um momento de definição. O problema para ele é ficar entre a indicação ministerial e em seu Estado PMDB e PT não chegarem a um acordo na sucessão estadual. A presidenta faz uma viagem para Davos, na Suiça, e Cuba. Só após sua volta, dia 29 ou 30 deste mês, fechará a lista dos nomes da reforma ministerial. Se for mesmo o indicado pelo partido, Moka substituirá o mineiro Antonio Andrade, que deixou a Pasta para candidatar-se a deputado federal. A bancada mineira tentou emplacar o deputado federal Leonardo Quintão, mas Dilma não aceitou por considerá-lo pouco identificado com o segmento agrícola. A preferência da presidenta apontava para a senadora do Tocantins, Kátia Abreu, que se candidatará à reeleição e por isso não pode ser nomeada. Outro nome que chegou a ser cotado é o do deputado federal paranaense Odílio Balbinotti. Porém, denunciado por irregularidades na operação definanciamentos agrícolas, foi descartado. Assim, restam entre os mais fortes “ministeriáveis” de plantão poucas opções para Dilma, e uma delas é Moka. Vai depender, ainda, do parecer do governador André Puccinelli, que está terminando seu período de descanso. Ele descansa, mas não dorme. Já interrompeu o lazer para encaminhar questões políticas na cidade domingo passado e vai dar seu palpite na provável indicação de Moka. Edson Moraes, especial para MS Notícias