30 de novembro de 2020
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Deputado federal Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro insinua que ataque a Congresso não seria lamentado

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República Jair Bolsonaro, publicou na tarde desta quarta-feira (26/2) no Twitter um questionamento insinuando que um ataque ao Congresso Nacional não seria lamentado pela população. "Se houvesse uma bomba H (de hidrogênio) no Congresso você realmente acha que o povo choraria?", escreveu. 

A pergunta foi direcionada à jornalista Vera Magalhães, do jornal O Estado de S. Paulo, que havia publicado um vídeo do presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao Canal Livre, em novembro de 2017. Na ocasião, Bolsonaro disse: "Se hoje, por exemplo, caísse uma bomba H no parlamento, pode ter certeza de uma coisa, haveria festa no Brasil. Então, o parlamento como se encontrava e como se encontra é lamentável, mas nós temos que governar com ele".

Em seu Twitter, o deputado federal afirmou: "Esse é o abismo que separa não o presidente de você, Vera. Mas sim a bolha em que você vive da percepção da população em geral. Se houvesse uma bomba H no Congresso você realmente acha que o povo choraria? Ou você só faz isso p TENTAR criar atrito entre o Presidente e o Congresso?."

A polêmica envolvendo Jair Bolsonaro e o congresso começou na última terça-feira (25/2), quando a jornalista Vera Magalhães publicou reportagem mostrando que o presidente havia compartilhado sobre ato contra o Congresso Nacional, marcado para o dia 15 de março, via WhatsApp. Parlamentares, partidos e organizações começaram a se manifestar nesta quarta-feira, dentre elas o PSOL e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), utilizou sua conta do Twitter para falar sobre o caso. "Criar tensão institucional não ajuda o País a evoluir. Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir", disse. Mais cedo, Bolsonaro havia publicado no Twitter que as mensagens trocadas por ele no WhatsApp são de ''cunho pessoal''.