28 de setembro de 2020
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270 CONSTRUÇÕES

Entrega de Aquário pode coroar desempenho de Azambuja no poder

Governador de Mato Grosso do Sul é o terceiro no Brasil que mais cumpriu promessas de campanha

Se até dezembro próximo for inaugurado o Centro de Pesquisas e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira (Aquário do Pantanal), Reinaldo Azambuja estará consolidado entre os primeiros no ranking de governadores que mais cumprem promessas de campanha. A obra, iniciada em 2014 no governo do emedebista André Puccinelli e desde então afetada por sucessivas interrupções, é tida como a mais cara e emblemática no acervo de investimentos estaduais que sofreram solução de continuidade em Mato Grosso do Sul.

Quando assumiu o Estado em 2015, Azambuja disse ter encontrado 270 construções e investimentos inconclusos. Resolveu lançar o Programa “Obras Inacabadas Zero”, comprometendo-se a terminar todas elas. No final de 2018, já reeleito, apresentou um balanço segundo o qual já havia alcançado mais de 95% da meta total. O Aquário estava entre as pendências. Decidiu então nomear o vice-governador Murilo Zauith (DEM) como secretário de Infraestrutura, dando a ele a conclusão do Aquário como incumbência de máxima prioridade.

Zauith tomou a determinação expressa do governador como leitura diária em sua agenda de trabalho. No final do ano passado, em reunião com o cônsul alemão Axel Zeidler para tratar de relações comerciais, científicas e econômicas entre o Estado e a Alemanha, Azambuja e Zauith propuseram vários acordos. Um deles, de caráter científico, com as universidades alemãs. Na ocasião, Zauith disse que o Aquário será entregue com mais de 260 espécies de animais, uma oportunidade de pesquisa para as universidades germânicas: “Será um centro de estudos e pesquisas, um empreendimento turis-científico da biodiversidade pantaneira”.  

Com a remoção de todos os empecilhos (judiciais, administrativos, financeiros e de ordem técnica) que atrasaram o projeto, a retomada das obras ganhou visibilidade em novembro de 2019, três anos após sua última interrupção. Lançado e iniciado em 2011 para ser entregue em 2013, o Aquário deveria custar R$ 84 milhões. Problemas judiciais, de engenhara e de natureza administrativa, com intervenções da Justiça, Ministério Publico e Tribunal de Contas, provocaram mais e uma vez a suspensão das obras e a encareceram, estando seus custos acumulados até hoje em torno de R$ 230 milhões.   

O RANKING 

De acordo com o ranking do G1, em 2019 Azambuja cumpriu totalmente oito dos 24 compromissos que assumiu no ano anterior, o equivalente a 33,3% do total. Sete promessas estão parcialmente concretizadas e oito ainda não. Ele tem até 2022 para chegar aos 100%. À sua frente só dois colegas tiveram melhor desempenho: Renato Casagrande, do Espírito Santo (44,11%), e Wilson Lima, do Amazonas (43,9%). Azambuja está à frente de gestores de estados mais poderosos política e economicamente, entre os quais os do Ceará, Camilo Santana (31,57%); Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (30,76%); São Paulo, João Doria (24,32%); e Goiás, Ronaldo Caiado (23,80%).