16 de abril de 2021
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Bonito

Festival aposta na pluralidade de atrações para cativar o público

O governador Reinaldo Azambuja lançou oficialmente a 16ª edição do Festival de Inverno de Bonito (FIB), no auditório da governadoria. Com uma programação diversa e plural para todos os tipos de público, o festival cultural mais tradicional de Mato Grosso do Sul vai acontecer de 28 a 31 de julho e promete surpreender a plateia com um universo híbrido.

As atrações vão desde artistas regionais de várias gerações e espetáculos nacionais já consagrados, até debates, oficinas, exposições, peças teatrais, dança, circo e filmes focados na infância e atividades para a juventude. O FIB possibilitará repensar o passado, projetar o futuro e mergulhar na cultura do estado de Mato Grosso do Sul.

Em 2016, o Festival de Inverno de Bonito terá em sua programação 83 atividades em várias áreas, sendo 62 realizadas por artistas locais e 21 por nacionais. Ao todo serão 410 pessoas envolvidas nas apresentações artísticas, sendo 311 de MS e 99 de fora doEestado, entre artistas e equipe técnica.

Para o governador Reinaldo Azambuja este número só enriquece os talentos do Mato Grosso do Sul. “Para nós é um orgulho, este festival estimula nossos talentos nos diversos setores da economia, valorizando nossa arte, desde o teatro, música, dança, cinema e outras artes que estão despertando nossa cultura. Fico feliz em darmos continuidade com esse festival que é uma marca registrada para todo o MS”, comentou o governador.

Entre as dezenas de atrações da programação, destaque para os homenageados Geraldo Roca e Paulo Boggiani. O compositor Geraldo Roca foi um dos mais importantes do estado e sua obra reflete o jeito de ser sul-mato-grossense. Para relembrar suas canções, haverá um tributo em sua homenagem, com artistas de MS de várias gerações no show “Uma Pra Estrada”, dirigido por seu amigo e parceiro Paulo Simões.

Já o geólogo Paulo Boggiani recebe merecida homenagem nesta edição do festival pela contribuição fundamental para o desenvolvimento de Bonito, já que o professor do Instituto de Geociências da USP desenvolveu pesquisas pioneiras sobre a geologia da Serra da Bodoquena e Corumbá. Coordenou o primeiro curso de formação de guias de turismo em Bonito, em 1983, e o plano de manejo das grutas do Lago Azul e Nossa Senhora Aparecida.

Outra personalidade de MS que terá destaque na programação do FIB 2016 é o artista plástico Humberto Espíndola. O campo-grandense completou 50 anos de trajetória artística em 2015 e cinco décadas de Bovinocultura em 2017. Para comemorar a carreira e a obra primorosa de Humberto, o festival contempla o público com a exposição “A Divisão de Mato Grosso – Quadro a Quadro”. São oito quadros pintados por Humberto em 1978, ano da implantação do Novo Estado, onde o artista traduz e sintetiza plasticamente a história da Divisão. Haverá ainda a oficina “Relendo a Obra de Humberto Espíndola” onde os participantes irão fazer suas próprias interpretações dos quadros do artista.

Na música, misturam-se artistas de Mato Grosso do Sul com convidados de outros estados brasileiros. Destaque para a soberana Elza Soares, que do alto dos seus mais de 60 anos de serviços prestados a cultura brasileira, vem ao festival comandar um dos shows mais premiados do cenário musical do país, “A Mulher do Fim do Mundo”. Destaque também para o turbinados Nação Zumbi.

 A banda relembra o Afrociberdelia, último disco gravado com o general Chico Science há 20 anos que pôs Pernambuco no mapa da música brasileira nos anos 1990. São várias as tendências musicais presentes este ano no FIB, desde o sertanejo pop fronteiriço do quarteto feminino Barra da Saia, até o instrumental refinado dos gaúchos Renato Borghetti e Yamandu Costa. Mas a diversidade e a qualidade também estão presentes nas atrações de MS, desde a banda Curimba, passando pelo O Santo Chico, até os regionalistas universais Leo Goiano e Girsel da Viola, a Orquestra Filarmônica Jovem do Pantanal e os músicos foliões da Orquestra Vai Quem Vem. (Com Assessoria)