01 de dezembro de 2020
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MENTIU

Flávio Bolsonaro posta vídeo fake acusando autópsia do corpo do miliciano

Filho do presidente tenta a todo custo acusar agora os peritos

Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para para publicar um vídeo que diz ser do cadáver do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-oficial do Bope que foi morto pela polícia da Bahia no dia 9 de fevereiro. Flávio questiona que nas imagens do vídeo de um corpo em uma mesa sendo autopsiado o procedimento é ruim. No entanto, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, o vídeo divulgado nas redes não é reconhecido como autêntico, trata-se de um vídeo fake, já que segundo a secretaria, nem a perícia baiana nem a perícia do Rio de Janeiro reconhece as instalações onde foram feitas as imagens. 

“As imagens não foram feitas nas instalações oficiais do Instituto Médico Legal. Então, nós temos a clara convicção de que isso é para trazer algum tipo de dúvida, de questionamento, a um trabalho que ainda não foi concluído. Eu reforço aqui o posicionamento das nossas instituições, a transparência com que estamos agindo e não vamos deixar que, por uma questão política, ou por qualquer outro motivo, qualquer outro interesse que esteja por trás disso tudo, venham trazer qualquer tipo de questionamento prévio, sem antes termos a conclusão da nossa investigação, das nossas perícias, e que o Ministério Público e a Justiça se posicionem quanto a isso”, afirmou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.

Em uma segunda postagem, o senador voltou a lançar dúvidas sobre a investigação do assassinato de Adriano. Ele publicou uma guia do exame pericial em que aparecem uma descrição sumária da ação policial que levou à morte do miliciano. Flávio Bolsonaro apresenta o documento como sendo um “registro de ocorrência” do caso e diz que o relato feito pelo “governo petista da Bahia” é “genérico e relatando uma suposta troca de tiros”.

“Quem está fraudando os registros? Para esconder o quê? Quem mandou matar Adriano?”.

As publicações do senador vão na mesma linha das declarações dadas pelo pai na manhã desta terça-feira (18), tentando vincular partidos de esquerda ao assassinato do miliciano.

Outros parlamentares bolsonaristas fizeram coro ao à estratégia da família Bolsonaro de tentar se desvincular do caso. Tanto Flávio como Jair Bolsonaro já homenagearam e defenderam o miliciano assassinado – que chegou a ter a mãe empregada no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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