01 de dezembro de 2020
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JUSTIÇA

Gilmar nega pedido de Eduardo Bolsonaro para barrar CPI das Fake News

Pesadelo de Eduardo Bolsonaro é que CPI já tem provas de ligação de seu gabinetes às fake news criminosas

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes negou, nesta 5ªfeira (30.abril) o pedido do deputado Eduardo Bolsonaro para barrar a prorrogação da CPMI das Fake News no Congresso. O deputado é alvo de investigação e tenta, a todo custo, mover peças no xadrez para se livrar de investigação. 

A Comissão Parlamentar de Inquérito já reuniu provas concretas do envolvimento do gabinete de Eduardo Bolsonarono esquema de fake News criminosas. Por esse motivo, Eduardo tenta desesperadamente evitar que a comissão avance na devassa ao bolsonarismo. 

A decisão que negou seguimento ao pedido do deputado é desta quarta-feira. Na ação, Bolsonaro argumenta que, no decorrer das sessões, os objetivos da CPMI foram “desvirtuados”.

A CPMI foi instalada em 4 de setembro do ano passado com o objetivo de apurar, no período de 180 dias ,"ataques cibernéticos que atentassem contra a democracia e o debate público”. Em 2 de abril, no entanto, a Mesa Diretora apresentou as assinaturas suficientes para a sua prorrogação. O requerimento foi lido e enviado para publicação, sendo que a comissão agora pode funcionar até 24 de outubro.

O filho do presidente Jair Bolsonaro, entrou na segunda-feira, 20.abril, com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Corte suspendesse a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), a ação foi negada.  

“Essas investigações são de vital importância para o desvendamento da atuação de verdadeiras quadrilhas organizadas que, por meio de mecanismos ocultos de financiamento, impulsionam estratégias de desinformação, atuam como milícias digitais, que manipulam o debate público e violam a ordem democrática”, frisou o magistrado.