27 de outubro de 2020
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Londres Machado se reúne com líder do PR na Câmara Federal para discutir apoio a Dilma no Estado

A presidente Dilma Rousseff (PT) pode perder mais um dos partidos aliados na disputa pela reeleição. Desta vez quem está prestes a saltar do barco petista é o PR (Partido da República). O anúncio será feito hoje às 14h30 (15h30 no horário de Brasília) pelo líder do partido na Câmara dos Deputados, Bernardo Vasconcelos.

Segundo o jornal Estadão, os republicanos têm se queixado da maneira como a presidente Dilma conduz o governo. Conforme informações de parte da bancada federal do PR, Dilma não viabiliza a "governabilidade" uma vez que não tem liberado emendas suficientes para que deputados e senadores do partido atendam às reivindicações de seus respectivos estados, o que teria gerado uma crise no planalto.

Em Mato Grosso do Sul, o reflexo dessa dissidência pode ser decisivo para o resultado final da eleições para o governo do Estado, pois o PR tem sido uma das siglas mais disputadas pelos rivais PT e PMDB. Os petistas saíram na frente e convidaram o PR para compor chapa majoritária, chegaram até a convidar a vereadora Grazielle Machado para ser vice-governadora ao lado de Delcídio do Amaral.

Já o PMDB busca a aliança de forma mais contida, uma vez que o pré-candidato do partido ao governo do Estado, Nelson Trad Filho, procurou o presidente regional da sigla, deputado Londres Machado, apenas uma vez, antes de o governador André Puccinelli (PMDB) anunciar que permaneceria no governo. Com tudo isso, caso o PR nacional decida por não apoiar a reeleição de Dilma e esta determinação se estenda ao Estado, o PMDB pode ganhar de bandeja este presente, que pode até surpreender alguns peemedebistas que já viam o PR como perdido, mas não deverá surpreender outros, como Puccinelli, que, no último sábado, em Dourados, garantiu aos militantes do partido que o PR iria para base do PMDB "fosse por bem ou por bem".

Colocando panos quentes no assunto, o deputado estadual Londres Machado, presidente do PR sul-mato-grossense, afirmou ao MS Notícias que ainda não foi definido o posicionamento dos republicanos no Estado. "Conversei com o Bernardo por telefone e ficamos de nos encontrar esta semana para conversar sobre o caso", explica Londres. Questionado se a decisão da executiva nacional do PR pode distanciar os republicanos do Estado de Delcídio, a quem o partido está, declaradamente, está propenso a apoiar, o deputado acredita que não haverá interferência. "As duas questões, o apoio a Dilma e ao Delcídio, são separadas uma da outra", garantiu Londres.

 Heloísa Lazarini