02 de dezembro de 2021
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Eleição 2016

Marquinhos vai utilizar software gratuito para implantar tecnologia digital na saúde

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O candidato do PSD à Prefeitura de Campo Grande, Marquinhos Trad, vai implantar, sem custo para os cofres públicos, tecnologia digital no sistema de saúde da Capital para agilizar o atendimento. Ele vai apresentar projeto ao Governo Federal, que disponibilizará toda tecnologia necessária para melhorar o atendimento do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Estive em Brasília semana retrasada e conversei com ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab. Ele disse: Marquinhos, nós temos software, propostas e planejamentos, projetos gratuitos na área da saúde que as cidades não estão aproveitando por falta de competência e qualificação de muitos homens públicos. Vou te dar um exemplo: Você vai a um posto pela manhã e o seu filho volta a ter problemas de saúde durante a noite. Quando chegar à UPA (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário) e digitar seu nome, o atendente vai saber que você esteve de manhã no posto de saúde, qual prescrição, receituário, qual médico lhe atendeu. Essa conectividade digital nós vamos implantar”, declarou, nesta quarta-feira (1), em entrevista à TV Morena.

Para o candidato, há falta de investimento permanente na saúde e garantiu seriedade e responsabilidade, sem temporada passageira. “Merecemos saúde todos os dias. Afinal de contas você paga imposto todo dia, paga suas contas todo mês. Por que vai ter saúde apenas em uma caravana? Tem que ter saúde o tempo todo. A partir do momento que nós instalarmos a Clínica da Família, valorizar o servidor com Plano de Cargos e Carreiras e dar a ele expectativa e pretensão de crescer dentro do funcionalismo público, vamos dar a ele a autoestima. Não vamos terceirizar a saúde aqui em Campo Grande. Por mais que outros falem e tentem te confundir, enganar, digo não às Organizações Sociais de Saúde (OSS)”, afirmou.

Marquinhos ressaltou que é de uma geração de políticos diferente. É contrário a reclamações de gestões anteriores e firmou compromisso de terminar obras que não foram concluídas. “Primeiro, você nunca vai me ouvir falar mal de ex-prefeitos. O que foi para trás, já foi. Não vou ficar chorando mágoas. O Lúdio Coelho não fez, Juvêncio (César da Fonseca) deixou de fazer, André (Puccinelli), Nelsinho (Trad), Olarte (Gilmar Olarte) ou Bernal (Alcides Bernal). Vou entrar na prefeitura e dali adiante eu vou conquistar cada vez mais, com nosso programa de governo. Estamos com 16 Ceinfs (Centros de Educação Infantil) semiprontos. Vamos concluir e proporcionar, imediatamente, de 3.000 a 3.500 novas vagas para nossas crianças”, assegurou.

Marquinhos comentou a fama de combativo na Assembleia, que acaba entrando em contraste com a mansidão apresentada diariamente e a justificou a necessidade de um tom mais elevado no Poder Legislativo.

“Sou homem de fácil relacionamento. Me relacionei bem a vida toda. Aliás, o que meu pai e minha mãe me ensinaram a ser educado e fazer as coisas corretamente. Agora, não me chame para fazer coisas erradas. É por isso que minha postura dentro da Assembleia Legislativa é firme, corajosa, independente. Por que, veja bem: a partir do momento que saio às ruas e digo a você que todos projetos que forem para Assembleia eu vou votar contra: aumento, imposto, tarifa e arrocho; aí, chegam projetos do governo para aumentar cada vez mais a carga tributária. Não há outra postura de alguém que é coerente, que tem uma vida balizada em compromisso de falar e praticar. Foi assim no caso Enersul, por exemplo. Como poderia me calar diante de uma concessionária que flagrantemente cobrava a mais, muito a mais do consumidor?”,  questionou.

O deputado também foi indagado sobre a saída do PMDB e ponderou que é agradecido ao partido, por onde concorreu nas últimas quatro eleições. Justificou que saiu, mas pela porta da frente, por divergência com lideranças. Indagado sobre processos envolvendo lideranças do partido, fez questão de pontuar que nunca foi nem sequer denunciado.

 “Se tem alguém que poderia ser envolvido , investigado, denunciado neste rolo todo, poderia ser eu, porque tinha um irmão prefeito. A proximidade era tão grande. Foram dois anos de escuta telefônica do aparelho do ex-prefeito e não há uma interceptação minha. Há uma referência de um diálogo entre dois outros personagens, mais a mim não.  A população sabe muito bem que não tenho nenhum envolvimento, não fui interceptado, nem sequer convidado a depor. Não precisei me socorrer a engravatados  para me retirar de denúncia e, depois, por força da imprensa, sair em autos de investigação complementar. Eu não tenho absolutamente nada. Se meu irmão tem, ele que responda para Justiça. Agora, todas as vezes querem me colocar junto ao ex-prefeito de Campo Grande. Eu sou o Marquinhos. Ele é o Nelsinho”, pontuou.

Marquinhos fez questão de frisar que todas as pessoas devem ser julgadas por eventuais crimes, ponderando que não é o caso dele, que é conhecido no Fórum como advogado e não como réu ou investigado. “Eles têm que ser julgados. O passado vai ser apreciado pelos órgãos de controle do Estado. Aqueles que serão responsáveis pelos seus atos deverão arcar com as consequências. Eu digo a você: nunca fui envolvido. No Fórum, sou conhecido como advogado e não como réu ou investigado. Campo Grande me conhece, sabe quem é o Marquinhos.  Tanto é que nas quatro votações que tive, você campo-grandense me colocou em primeiro lugar. O mais bem votado em todas as eleições. Eu não faço parte disso. Você sabe disso”, destacou.

Marquinhos também falou da experiência na vida pública, onde foi secretário de Assuntos Fundiários, vereador e deputado estadual, garantindo-lhe preparo para colocar o nome à disposição como candidato nestas eleições. “Não estou prometendo. Ratifico um compromisso com você, tudo que está no nosso programa de governo, sem maquiagem, falsidade ou falsas promessas, eu vou honrar com você . Isso não é promessa, é compromisso. Segurança pública na nossa gestão vai ter Guarda Civil Municipal com Plano de Cargos e Carreiras, equipado, capacitado e preparado”, finalizou.