20 de setembro de 2020
Campo Grande 27º 19º

SENADOR

"Não posso mandar ninguém pagar uma conta para mim no banco?", diz Flávio sobre Queiroz

'PF controlada', dá tranquilidade para que Flávio e outros acabem "confessando coisas", e dando um 'jeitinho' para tornar o que antes era "grave denúncia", em "trabalho de um funcionário",

Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro admitiu que seu ex-assessor Fabrício Queiroz pagava suas contas pessoais — na sua versão, com recursos do próprio senador e sem ligação com os depósitos de outros assessores do gabinete na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na conta de Queiroz. Flávio disse em entrevista exclusiva ao O Globo, que esses depósitos para Queiroz destinavam-se a contratar informalmente mais funcionários, o que teria acontecido sem seu conhecimento.

Nesta manhã uma entrevista abalou agraciou os críticos políticos do País, que afirmavam, que em dado momento Flávio Bolsonaro iria acabar confessando 'crimes' cometidos por ele, no entanto, em um momento que o crime já estivesse naturalizado no País.

Ao ver de muitos críticos políticos, o País saiu de um problema de extrema-esquerda (que apesar de extrema era pacífica), para um grande problema de extrema-direita (que apesar de parecer pacífica, é violenta). Isso porque, a gestão de Jair Bolsonaro já é a gestão que mais destruiu as políticas públicas em defesa dos povos indígenas, em defesa da preservação do Meio Ambiente, e também, conseguiu em primeiro-ato, politizar a Polícia Federal (PF) - principal polícia ivestigativa do País, que já é utilizada como ferramenta de repressão aos 'inimigos políticos' do governo Bolsonarista. No revés, a 'PF controlada', dá tranquilidade para que Flávio e outros acabem "confessando coisas", e dando um 'jeitinho' para tornar o que antes era "grave denúncia", em "trabalho de um funcionário", como argumentou o parlamentar.  

O filho do presidente defendeu ainda um aumento dos gastos do governo, a criação de um novo “imposto digital” e a nomeação de indicados do centrão para cargos na administração federal — desde que não tenham condenações em segunda instância. Ele fez críticas a Sergio Moro e à Lava-Jato: afirmou que a operação tenta fazer “gol de mão” nas investigações e que a PF tem sido mais produtiva após o ex-ministro da Justiça deixar o governo.

Fonte: O Globo.