24 de novembro de 2020
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CAMPO GRANDE

Página critica lei que permite Festival online para artistas locais

Dono da página é liderança política jovem do MDB em MS

A página na rede social Facebook, ‘Voz de Campo Grande-MS’, criticou projeto da Câmara que previa pagar músicos locais para fazer show em suas casas. Sem entender a necessidade dos artistas locais, a página fez uma publicação em que comparava os músicos locais com famosos do sertanejo. “Falaram lá, que se um Gustavo Lima faz show em casa de graça para o público, por que então deveriam ser pagas apresentações ao músicos locais”. No entanto, a comparação da página desconsidera que em sua grande maioria, os músicos da Capital, vivem de pequenas apresentações. 

O projeto de lei n. 9.729/20, aprovado em regime de urgência na última quinta-feira (2.abril), pela Câmara Municipal de Campo Grande, visa auxiliar artístas locais, no momento de quarentena provocado pelo coronavírus.

A proposta é de autoria dos vereadores Papy, Otávio Trad e Ademir Santana, que autorizou o Executivo a criar o Festival Online. A proposta estabeleceu que artistas, contratados pela Prefeitura, façam apresentações em suas próprias casas, sem desrespeitar a orientação de quarentena para barrar a epidemia de coronavírus. Essas apresentações serão transmitidas via plataformas digitais.

No dia seguinte a aprovação pela Câmara, a página, com pouco mais de 8 mil seguidores, fez a publicação criticando o projeto dos vereadores. Após a publicação recebeu um chuva de críticas de pessoas da arte e também de civis, que entendem o momento enfrentado pelo seguimento. Com isso, a página editou o material retirando a comparação com os músicos do alto escalão.

Alguns comentários classificaram a publicação da página como “covarde”. A reportagem procurou um dos autores da lei, vereador Papy (SOLIDARIEDADE). Ele contou que a lei não serve só para músicos e sim para toda a classe artística. A lei, segundo Papy, é uma ferramenta jurídica que permite à Secretaria de Cultura contratar artistas, mesmo que esses não se apresentem fisicamente em locais, e sim pela internet. Papy também criticou a postagem da página “Voz de Campo Grande”. “Não conheço o idealizador da página. Ou não leram o projeto ou não entenderam o que leram. A proposta veio da própria classe artística”, disse Papy. 

Um dos donos da página é Marcio Soares Podolsk, Presidente Estadual da Juventude do MDB. Além dele, são proprietários também Dienes Valle e Luiz Ojeda, na ocasião, o responsável principal é Podolsk.

“O projeto versa o seguinte: a secretaria de Cultura já paga os músicos e artistas. Nosso projeto só autoriza a Secretaria a contratar esse músico à uma apresentação pela internet. Isso só viabiliza que a pessoa se apresente de forma online. O projeto também prevê que o artista busque patrocínios privados. Nós quisemos criar a ferramenta para atender o seguimento artístico. Um projeto que nasce do meu relacionamento com a classe artística”, finalizou o vereador Papy. 

Ainda conforme o vereador, todos os seguimentos artísticos devem ser beneficiados com a Lei que só valerá durante o regime de quarentena.   

A reportagem tentou contanto com Marcio Soares Podolsk, mas as ligações não completaram. Foram enviadas perguntas por e-mail ao endereço eletrônico disponibilizado na página “Voz de Campo Grande”, para saber: o que levou Podolsk a criticar a Lei? Ele entendeu a Lei? E o que teria o motivado a editar a publicação? Até o fechamento desta reportagem não recebemos resposta.  

 Veja abaixo a publicação: